BC insiste na política de juros altos para conter inflação

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Publicado quinta-feira, 16 de junho de 2011 as 12:55, por: cdb
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Juros seguirão altos por mais um semestre, no mínimo

O Banco Central (BC) apontou, nesta quinta-feira, que o cenário prospectiva para a inflação deu sinais de melhora, mas reiterou que o ajuste da política monetária, com o aumento dos juros por “período suficientemente prolongado” é a estratégia mais adequada para cumprir a meta em 2012. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC ponderou também que o nível de incertezas no ambiente econômico está “acima do usual” e que a demanda interna ainda é robusta.

“O Copom pondera que, embora esteja em curso moderação, em ritmo ainda incerto, da expansão da demanda doméstica, são favoráveis as perspectivas para a atividade econômica”, avaliou.

No encontro da semana passada, o BC confirmou as expectativas do mercado financeiro e elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 12,25% ao ano. Pelo cenário de referência, com dólar a R$ 1,60 e Selic mantida no patamar anterior de 12%, a projeção de inflação em 2011 recuou mas ainda estava acima da meta central de 4,5%. No cenário de mercado, a projeção também caiu mas seguia acima da meta. Para 2012, a projeção manteve-se estável no cenário de referência e no de mercado, acima do valor central da meta.

O BC elevou sua estimativa de reajuste dos preços de gasolina neste ano para 4,0%, frente a 2,2% na reunião de abril. Sobre o cenário externo, o Copom citou evidências de moderação das principais economias, mas considera que a influência disso sobre a inflação doméstica é “ambígua”. Na ata, o Copom também apontou que a política monetária é o instrumento mais adequado para evitar que as pressões inflacionárias se prolonguem e reafirmou que o poder dela “vem aumentando ao longo do últimos anos”.

“Embora reconheça que outras ações de política macroeconômica podem influenciar a trajetória dos preços, o Copom reafirma sua visão de que cabe especificamente à política monetária manter-se especialmente vigilante para garantir que pressões detectadas em horizontes mais curtos não se propaguem para horizontes mais longos”, acrescentou.

Inflação em queda

Ainda nesta quinta-feira, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divultou o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que registrou variação positiva de 0,02% na segunda prévia de junho, ante alta de 0,36% na primeira.

“Esta foi a menor taxa desde a quarta semana de agosto de 2010, quando o índice registrou variação de menos 0,08 por cento”, destacou a FGV em nota.

Os custos do grupo Alimentação caíram 0,50% agora, contra alta de 0,25% antes. Os dados influenciam na decisão de aumento dos juros.

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