BC buscará o controle da inflação como forma de aumentar poder de compra da moeda

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Publicado quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 as 15:40, por: cdb

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06/01/2011BC buscará o controle da inflação como forma de aumentar poder de compra da moeda

Da Agência Brasil

Brasília – O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou hoje (6) que o controle da inflação é um dos principais fatores para assegurar o poder de compra da moeda. “A instabilidade do poder de compra, a perda do poder de compra tem um efeito nocivo à população de baixa renda”.

Ele disse que a estabilidade foi uma conquista da sociedade brasileira e que o poder de compra da população será viabilizado pelo cumprimento da meta de inflação que, em 2011, é de 4,5%. Esse percentual foi estabelecido como meta também para 2012. “Ninguém mais acredita que haja credibilidade na afirmação de que um pouco mais de inflação traga crescimento”, afirmou.

Tombini disse que as metas de inflação foram testadas e que esse é um processo transparente, simplificado, fácil de ser entendido.

O presidente do BC lembrou ainda que o ambiente internacional vive um momento de grande volatilidade e que caberá à autoridade monetária atuar na busca por restabelecer a credibilidade da política econômica.

Segundo ele, a situação econômica internacional, em países desenvolvidos, tem levado a uma “política acomoditícia”. Tombini explicou que um dos efeitos dessa política é o aumento da liquidez em outros países e que o desafio do Brasil é saber como encarar essa dinâmica.

“O Brasil usará seus instrumentos e não vê essa realidade de uma maneira passiva”, observou. Tombini enfatizou que o Brasil tomou medida prudenciais para garantir a estabilidade financeira e para que se possa usar os fluxos financeiros internacionais em benefício próprio.

Outro ponto destacado por Tombini, em entrevista concedida hoje na sede do BC, foi a inclusão financeira. Ele acredita que é necessário haver uma expansão do crédito. “O BC precisa incorporar mais brasileiros ao sistema de crédito e de poupança”, avaliou.

Edição: Lana Cristina