Bastos afasta, de vez, hipótese do ‘tapetão’

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 27 de outubro de 2006 as 12:16, por: cdb

Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos disse, nesta sexta-feira, que se trata apenas do desejo da oposição uma processo de impedimento do presidente, após as eleições. Essa possiblidade inexiste, segundo o jurista. Setores do PFL e do PSDB chegaram a aventar uma eventual impugnação da candidatura do presidente Lula, concluídas as investigações sobre a origem do dinheiro para a compra do Dossiê Serra.

– Não existem fatos que signifiquem a existência de qualquer crime eleitoral – disse.

Para o ministro, ainda será necessário se estabelecer todos os fatos e levá-los a juízo, além de se levar em conta que a candidatura do presidente Lula foi a maior prejudicada com o dossiê.

– O resto é elucubração, é vontade de tirar efeitos eleitorais de uma investigação – afirmou.

Não há qualquer chance de a oposição vencer com uma eventual impugnação da candidatura de Lula, garante o ministro.

– Não tem tapetão. O Brasil passou dessa fase. Não existe mais essa possibilidade de ganhar no tapetão, nem no futebol – garantiu.

Diante da insistência dos repórteres sobre a possibilidade de ter havido crime eleitoral na origem do dinheiro para a compra do dossiê, Bastos negou-se a fazer “futurologia” ou “manifestar desejos”.

– Não acredito que no Brasil, no estágio atual da nossa democracia, com esse milagre que vai ocorrer domingo, de uma eleição absolutamente democrática, com uma campanha com liberdade, não acredito que se possa falar em retrocesso, ou querer ganhar no tapetão – afirmou.

Para o ministro, a tipificação do crime cometido na origem do dinheiro e na compra do dossiê ainda será estabelecida.

– Mas não pode ser examinado à luz apressada, de desejos eleitorais. Isso tem que ser analisado em concreto. Pessoalmente, pelo que conheço, não vejo a menor possibilidade de impugnação do mandato do presidente Lula. É preciso esperar o fim das investigações – concluiu.