Banqueiros e governo de FHC tentam um golpe de mercado no Brasil

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Publicado terça-feira, 15 de outubro de 2002 as 00:54, por: cdb

Tratando golpear o poder eleitoral conseguido por Lula, o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, com a cumplicidade dos banqueiros e dos operadores da bolsa, desenvolve uma campanha de terrorismo econômico. A crise da bolsa e a queda do Real têm como único objetivo enfraquecer o poder eleitoral de Luis Ignácio Lula da Silva.

Trata-se de uma operação criminosa, saudada em Buenos Aires pelos operadores econômicos, banqueiros e meios de informação ligados à defesa do capital financeiro e das empresas privadas. José Prada Levy, presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), deixou clara a manobra ao sustentar que o Brasil vai no caminho da mesma crise que levou a Argentina à falência se eleger Lula como presidente.

A operação dos banqueiros e do governo de Cardoso além de ridícula é absurda, porque no segundo turno Lula terá os votos de Ciro Gomes e do Partido Popular Socialista de Garotinho. Também a Frente Trabalhista de Leonel Brizola tem convidado a votar pelo candidato do Partido dos Trabalhadores.

Quem são os que impulsionam o terrorismo econômico no Brasil? Trata-se de conhecidos banqueiros na Argentina. A ABBC reúne o Citibank, BankBoston, Santander, ABN Amro, Bilbao Vizcaya Argentaria, Barclays, Sudameris, Deutsche Bank, ING.

Lula deverá tomar medidas muito drásticas no primeiro dia de seu mandato, para que não lhe aconteça o mesmo que aos presidentes Alfonsín, Menem, de la Rúa e Duhalde da Argentina, que deixaram o poder dos especuladores financeiros crescer e com eles marcaram a Argentina com o modelo de economia segmentada ou de imposição, realizado pelos ministros José Alfredo Martínez de Hoz e Domingo Felipe Cavallo