Bancos dizem que precisam operar com baixo custo e criticam CPMF permanente

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 25 de junho de 2003 as 16:37, por: cdb

O presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Gabriel Jorge Ferreira, criticou o fato de a proposta de reforma tributária transformar em permanente a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

– A CPMF é um imposto perverso sob todos os aspectos, porque é, na realidade, uma tributação sobre o uso da moeda e dos recursos oriundos de capital ou de renda já tributada. É, realmente, uma injustiça que a contribuição se transforme num imposto definitivo – afirmou Ferreira, que participou nesta quarta-feira da manifestação de empresários contra a reforma tributária.

Segundo ele, se o governo achar necessário manter a CPMF para fins de controle e fiscalização, que seja compensado com a isenção de todos os tipos de tributos federais.

Ele afirmou que o Brasil é um dos poucos países onde o crédito sofre tributação.

– Para começar, existe o imposto direto, que é o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Isso é um absurdo. Fora isso, há os demais tributos indiretos, como PIS, Cofins e a famigerada CPMF. Aliás, a Cofins acaba de ter um aumento de alíquota de 3% para 4% – criticou.

Segundo Ferreira, o papel dos bancos é o de atuar com custos mais baixos possíveis, de forma que sejam eficientes na função de dar crédito.