Banco francês vai gerir US$ 200 milhões das reservas internacionais do Brasil

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Publicado sexta-feira, 10 de agosto de 2001 as 15:58, por: cdb

O Crédit Agricole Asset Management ganhou o direito de administrar US$ 200 milhões das reservas internacionais brasileiras, a partir de novembro próximo. “O Crédit Agricole é o maior banco francês e já foi um dos maiores do mundo”, disse o chefe do Departamento de Operações das Reservas Internacionais (Depin) do Banco Central (BC), Daso Coimbra, ao anunciar a decisão, tomada depois de mais de um mês de um processo de escolha disputado por um total de 28 instituições. O Agricole substituirá uma dos atuais seis administradores privados contratados pelo BC em novembro do ano passado (BIS, Salomon Smith Barney, Robeco, Crédit Suisse, J.P. Morgan e Barkleys) para gerir um total de US$ 1,2 bilhão das reservas internacionais.

“Cairá aquela instituição que tiver apresentado a pior performance ao longo do período de um ano”, disse o chefe do Depin.

O direito de gerir US$ 200 milhões das reservas internacionais conquistado pelo Crédit Agricole perdurará até novembro de 2003. “Faremos as substituições a cada dois anos, e trocaremos duas instituições em cada uma destas oportunidades”, disse Daso. No primeiro ano de experiência da terceirização da administração de US$ 1,2 bilhão das reservas, o BC optou por esperar apenas um ano e substituir apenas uma instituição no final do período. Ele ressaltou, entretanto, que o BC tem o direito de promover a trocar de administradores no momento que bem entender. “Podemos substituir todos ou alguns dos administradores na hora que quisermos”, afirmou.

O Depin ainda não concluiu uma avaliação do trabalho de gestão de ativos de renda fixa feito pelas seis instituições contradas em novembro do ano passado. “Vamos ter esta análise em novembro próximo”, disse Daso. Ele, entrentanto, reconheceu que, no momento, a rentabilidade obtida por elas tem ficado abaixo das conseguidas pela mesa de operações do próprio BC. “Isto varia com o tempo. Mas, no momento, a nossa rentabilidade em renda fixa é maior”, afirmou.

Os seis bancos, segundo o chefe do Depin, receberão cerca de US$ 2 milhões pelo serviço feito desde novembro do ano passado. “Estamos fazendo este pagamento em quatro parcelas”, explicou o chefe do Depin.