Banco Central afirma que a guerra não fecha mercado para títulos públicos

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Publicado terça-feira, 25 de março de 2003 as 13:18, por: cdb

A guerra entre Iraque e Estados Unidos não está afetando as colocações de títulos públicos federais. A afirmação é do chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto do Banco Central, Sérgio Goldenstein.

Segundo ele, a guerra não está gerando nenhuma “reação pesada” no mercado financeiro brasileiro porque o cenário doméstico está tranquilo, o balanço de pagamentos está em boa situação, a inflação mostra sinais de desaquecimento e o Tesouro tem conseguido fazer as emissões de títulos públicos.

“Os agentes não estão percebendo grande probabilidade de haver elevação de juros ou continuidade do aperto monetário”, afirma Goldenstein.

O técnico do Banco Central destacou ainda que a rolagem da dívida em títulos está sendo “muito tranquila” em relação ao ano passado, pois o risco de crédito é menor. Além disso, há uma menor volatilidade e melhora no cenário doméstico.

O coordenador-geral da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Paulo Valle, acrescentou que as colocações de papéis prefixados deverão continuar ocorrendo nos próximos meses, o que deverá elevar a participação desses títulos no estoque da dívida pública para, pelo menos, 5% ao final de 2003.

Valle destacou que, nos últimos três leilões de oferta pública em que foram vendidas Letras do Tesouro Nacional, houve uma queda nos prêmios exigidos pelo mercado.

No primeiro leilão do mês de março, a taxa máxima pedida pelos investidores foi de 28,07%; no leilão seguinte a taxa caiu para 27,85%; e no último realizado na semana passada a taxa foi de 26,95% ao ano.

Segundo Valle, essas taxas não deverão subir porque o mercado de taxa de juros está bastante estável e a curva de juros está com baixa inclinação.