Baleias franca passeiam pela Barra da Tijuca

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Publicado quarta-feira, 19 de setembro de 2001 as 11:27, por: cdb

As duas baleias franca que visitam o litoral carioca durante esta semana, estiveram nadando próximo ao Posto 9 no Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Zona Leste do Rio de Janeiro. Segundo homens do Grupamento Marítimo, mãe e filhote nadaram a cerca de 100 metros da praia, o que provocou a curiosidade dos banhistas e causou até um pequeno engarrafamento no local, com motoristas parando por alguns momentos para apreciar os movimentos dos enormes mamíferos.

Em perigo

Há cerca de duas semanas, um casal de baleias jubarte também esteve no litoral fluminense, mas por pouco não encalham no Porto de Sepetiba, no litoral Sul do Estado. A baleia jubarte, (também chamada baleia corcunda ou preta, pertence a família Balaenopteridae e é conhecida por seu temperamento dócil, pelas acrobacias que realiza (saltos, exposição de cabeça e nadadeiras, etc.) e por um desenvolvido sistema de vocalização.

Uma característica marcante da espécie são as nadadeiras peitorais extremamente longas, que atingem quase 1/3 do comprimento total do corpo. As fêmeas, um pouco maiores que os machos, podem alcançar 16 m de comprimento e pesar 40 toneladas. Quando em fuga deslocam-se a velocidades de até 27 km/h.

As jubartes realizam migrações sazonais entre áreas de alimentação em altas latitudes, e área de reprodução e cria em regiões tropicais.
No Atlântico Sul Ocidental, a principal área de reprodução desta espécie é o Banco dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia. Nos meses de julho a novembro, estas baleias procuram as águas quentes, tranquilas e pouco profundas de Abrolhos para acasalar e dar à luz a um único filhote, que nasce após uma gestação de aproximadamente 11 meses.

A caça indiscriminada reduziu drasticamente quase todas as populações de baleias do planeta. As baleias jubarte, cuja população mundial antes da caça era cerca de 150.000 indivíduos, hoje está estimada em quase 25.000 baleias distribuídas em todos os oceanos. Elas se encontram na Lista Ofícial de Espécies Ameaçadas de Extinção do IBAMA.