Balanço de pagamentos fecha com superávit de US$ 5,577 bi em janeiro

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007 as 19:44, por: cdb

O balanço de pagamentos do país fechou o mês de janeiro com superávit (saldo positivo) de US$ 5,577 bilhões, o que dá resultado de US$ 325 milhões nas transações correntes, que envolvem toda a movimentação comercial e financeira com o exterior. O saldo reverte o resultado negativo de US$ 308 milhões registrado em janeiro do ano passado.

Os números foram divulgados nesta sexta-feira pelo chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, com base no Relatório Mensal do Setor Externo. Ele disse que a conta capital e financeira teve entrada líquida de US$ 5,289 bilhões, com destaque para os ingressos de US$ 2,412 bilhões de investimento estrangeiro direto (IED) no setor produtivo – melhor resultado para janeiro, desde 2000, quando somaram US$ 3,029 bilhões.

A entrada de dinheiro estrangeiro superou, inclusive, a expectativa do próprio BC, que estimava US$ 2,2 bilhões no mês passado. Segundo Lopes, como “a situação está favorável”, com o Brasil se revelando um “foco de atração bastante positivo” para o investimento direto, em função da estabilidade econômica, é provável que o BC amplie a projeção inicial de US$ 18 bilhões de IED no ano.

Altamir Lopes revelou que o total de investimentos diretos nos últimos 12 meses chegou a US$ 19,720 bilhões, o que  constitui o melhor resultado desde julho de 2005.

– É um valor realmente alto -, disse Lopes.

Ele acrescentou que pode melhorar mais ainda, considerando que alguns setores, como serviços e agroindústria, têm atraído investimentos externos. Em função disso, somavam, até esta quarta-feira, US$ 1,3 bilhão e podem encerrar fevereiro em torno de US$ 1,450 bilhão pelos seus cálculos.
 
Lopes revelou, ainda, que a conta de serviços externos do país foi deficitária em US$ 625 milhões no mês passado. As viagens internacionais foram deficitárias em US$ 90 milhões, transportes custaram US$ 218 milhões para os cofres públicos, gastos com aluguel e equipamentos atingiram US$ 464 milhões, remessas líquidas de royalties e licenças somaram US$ 110 milhões, e as saídas com computação e informações, mais US$ 166 milhões. Valores abatidos, em parte, por entradas líquidas de outros serviços, no valor de US$ 448 milhões.

O relatório do BC destaca a redução de 34,4% na saída líquida de renda sobre investimentos externos no país, que somaram US$ 1,1 bilhão em janeiro. Comparado ao mesmo mês de 2006, o resultado decorre da diminuição de 55,7% na remessa de lucros e dividendos, que custaram US$ 250 milhões, e da redução de 23,3% na remessa líquida de juros da dívida, no valor de US$ 836 milhões.