Balança tem superávit anual após 7 anos

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Publicado quinta-feira, 3 de janeiro de 2002 as 02:24, por: cdb

A balança comercial encerrou 2001 com superávit de US$ 2,643 bilhões. É o primeiro saldo positivo anual registrado desde 1994 e o quinto melhor resultado dos últimos dez anos, conforme dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O saldo, entretanto, foi obtido graças à estabilidade das importações, que reverteram a tendência inicial de crescimento e fecharam o ano com queda de 0,5% ante 2000.

Afetadas principalmente pelo desaquecimento da economia mundial e a crise argentina, as exportações frustraram as expectativas oficiais e de mercado e avançaram só 5,7%. Os embarques somaram US$ 58,223 bilhões, cifra US$ 3,137 bilhões maior que a de 2000.

As importações, por sua vez, totalizaram US$ 55,580 bilhões – US$ 254 milhões a menos. Para este ano, a previsão do Ministério do Desenvolvimento é de saldo positivo de US$ 5 bilhões, com crescimento de cerca de 5% nas exportações e de leve queda nas importações. “O resultado de 2001 foi excepcionalmente bom”, resumiu a secretária de Comércio Exterior, Lytha Spíndola. “Fechamos com um ganho de mais de US$ 3 bilhões nas exportações em um período no qual a conjuntura internacional se mostrou difícil, com elevação do protecionismo e retração da demanda mundial. Mesmo assim, não lançamos mão de controles de importação.”

O detalhamento da balança deve ser divulgado só na segunda-feira pelo ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral. Com base nos dados disponíveis, a conclusão da Secex é de que o Brasil conseguiu finalmente dar a virada no comércio de bens com o exterior e deverá manter a tendência superavitária nos próximos anos. Em 2000, houve déficit de US$ 748 milhões – o menor saldo negativo registrado desde 1995. O último superávit foi em 1994, ano da criação do Plano Real, quando atingiu US$ 10,466 bilhões.

As exportações indicaram recuo na tendência de crescimento esperada desde o fim de 2000, quando aumentou 14,74%. No início de 2001, a previsão era de que aumentassem 20%, principalmente com a venda de manufaturados.