Autoridades sanitárias localizam foco da doença de Newcastle

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Publicado terça-feira, 31 de outubro de 2006 as 14:41, por: cdb

O Ministério da Agricultura encaminhou, nesta terça-feira, à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) um comunicado em que informa sobre a ocorrência da doença de Newcastle em uma criação, de fundo de quintal, de aves no Estado do Mato Grosso. De acordo com o diretor de Combate às Doenças do ministério, Guilherme Marques, desde o dia 16 de agosto, quando houve a suspeita do foco, o ministério interditou a propriedade e estava fazendo uma ação de vigilância epidemiológica e inspeção para poder investigar mais profundamente o ocorrido e ver se o fato se limitava apenas àquele local.

– O produtor, de uma forma bastante consciente e responsável, procurou a autoridade sanitária mais próxima para que pudesse averiguar o ocorrido. No local, os fiscais identificaram características muito semelhantes à Newcastle e, já no momento, tomaram todas as medidas sanitárias cabíveis, inclusive a colheita de amostras para encaminhamento para laboratórios – informou Marques.

Segundo ele, os animais da propriedade – número que não superava 46 – apresentavam sinais clínicos da enfermidade. Do total, 26 morreram.

– Por último, foi feito o exame que se chama Ipic (índice de patogenicidade intra-cerebral). Isso fez com que o laboratório confirmasse o resultado que naquela propriedade a havia a doença e com uma alta patogeniciadade – disse.

Marques ressaltou que a Newcastle não tem impacto mais relevante à saúde púbica e não se vincula a qualquer outro tipo de vírus, “é uma enfermidade exclusiva das aves”. Ele voltou a elogiar a atitude do proprietário em comunicar as autoridades logo no inicio da suspeita do foco. “Isso que nos deixa bastante satisfeitos. Mostra que a comunidade, o produtor, está sensível ao tema, ao ponto de, mesmo com poucos animais com sinais clínicos, eles procuram as autoridades para poder esclarecer o episódio”.

Na avaliação dele, atitudes como essa fazem com que o Sistema de Vigilância no Brasil seja “muito mais sensívil” a sinais clínicos de enfermidades nos animais:

– Porque o veterinário do ministério e do órgão estadual de defesa não pode estar presente em todas as propriedades ao mesmo tempo.