Aumentam os protestos contra a guerra no Iraque

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sábado, 29 de março de 2003 as 14:42, por: cdb

Milhares de pessoas em vários pontos do mundo manifestaram- se neste sábado contra a ofensiva anglo-americana, formando cordões humanos, cobrindo pontes ou gritando palavras de ordem como “Não à guerra” ou “Bush para Haia” (pedindo o julgamento do presidente americano por crimes de guerra)

Na Alemanha, um dos países que mais ferozmente se opõe à intervenção aliada sem o apoio das Nações Unidas, mais de 100.000 pessoas reuniram-se em manifestações por todo o país.

Na capital francesa, outro país que tem sublinhado a sua oposição a esta guerra, milhares de pessoas manifestam-se hoje na Praça da Concórdia.

Em Varsóvia, perto de 2.000 pacifistas, anarquistas, militantes sindicais e de extrema-esquerda protestaram também contra o conflito.

Um protesto original foi feito em Roma, onde 16 pontes foram hoje cobertas de negro, em sinal de luto pela guerra no Iraque.

A música marcou presença nas manifestações em Atenas, com cerca de 15.000 pessoas a entoarem cânticos contra a guerra, numa marcha que terminou na embaixada dos Estados Unidos.

Mais para o Oriente, no Iémen, cerca de 300 mulheres manifestaram-se hoje no centro de Sanaa contra a guerra e, destas, 50 mostraram-se dispostas a servir de “escudos humanos” em Bagdá, de acordo com os organizadores.

Entretanto, na faixa de Gaza, vários milhares de árabes israelitas juntaram-se na Nazaré, na Galiléia (norte de Israel), para protestar contra o desencadear do conflito.

Na Coreia do Sul, mais de 2.000 pessoas percorreram hoje Seul, num protesto contra a guerra no Iraque e a intenção do governo de enviar para a frente de batalha um contingente sul- coreano.