Audiência de bispos da Renascer é adiada pela segunda vez

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Publicado segunda-feira, 29 de janeiro de 2007 as 17:47, por: cdb

Foi adiada pela segunda vez a audiência que decidiria sobre o indiciamento dos fundadores da Igreja Renascer em Cristo, Estevam e Sônia Hernandes. O caso, que deveria ser analisado pela Justiça americana nesta segunda-feira, foi transferido para o dia 6 de fevereiro, por pedido da advogada de defesa do casal, Susan Van Dusen, que pediu mais tempo para analisar as informações do caso. O casal foi preso no último dia 9, no aeroporto de Miami.

Inicialmente, Estevam e Sônia se apresentariam à Justiça Federal de Miami, nos Estados Unidos, no dia 24, às 13h (horário de Brasília, 10h no horário local). A data, no entanto, já havia sido modificada por pedido da promotoria. Ambos estão em liberdade vigiada em Boca Raton e estão com o passaporte retido pelo governo americano.

Os brasileiros são acusados pelos crimes de “contrabando de divisas” e “não declaração” na alfândega. “Os réus são residentes permanentes nos EUA e, se condenados, serão extraditados após cumprirem sua pena de prisão nos EUA. Após esse período, eles retornariam ao Brasil para responder aos processos”, diz o texto do processo.

Caso sejam condenados nos EUA, Sonia e Estevam terão, no entanto, de cumprir a pena de prisão no país antes de serem extraditados para o Brasil. No dia 22, o governo brasileiro entregou ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos o pedido de prisão, para fins de extradição. A pena prevista é de até cinco anos, mas, na prática, os dois podem ficar presos por no máximo 21 meses, segundo explicação da advogada Lilly Ann Sanchez, criminalista especializada em imigração do escritório Fowler White Burnett.

Caso consigam comprovar que os US$ 56.467 que trouxeram para os EUA têm origem lícita, o casal pode se livrar da prisão. Mesmo neste caso, no entanto, seriam extraditados para o Brasil e perderiam seus green cards (documento de residência permanente para estrangeiros nos EUA). Eles também correm o risco de não poderem mais entrar nos EUA nem como turistas, caso sejam julgados culpados.