Ator alemão Horst Buchholz é enterrado em Berlim

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Publicado sábado, 8 de março de 2003 as 14:33, por: cdb

O ator alemão Horst Buchholz, que alcançou a fama internacional vivendo um dos pistoleiros de “Os Sete Magníficos”, foi enterrado em Berlim neste sábado, depois de um emocionante velório presidido por sua viúva, a atriz francesa Myrian Bru, e os dois filhos do casal.

Buchholz morreu com 69 anos no útimo dia 3 de março no hospital da Charité de “uma grave doença”, apesar de ter sido submetido a “um máximo tratamento médico”.

Quase um milhão de pessoas estiveram na igreja para prestar uma última homenagem ao ator, filho de um sapateiro do popular bairro berlinense de Prenzlauer Berg que, depois de dar seus primeiros passos no mundo do teatro e da figuração, estabeleceu uma bem-sucedida carreira em Hollywood.

Sobre o caixão com o corpo do ator, vestido para esse último papel com seu sobretudo favorito, de cor cinza, havia um rosa vermelha de talo longo, a última rosa de sua mulher.

Entre os presentes na cerimônia religiosa, transmitida ao vivo pela cadeia de televisão SFB, estava a atriz Karin Baal, os diretores Wim Wenders e Volker Schoendorff, a cantora Angelika Milster e os atores Otto Sander e Vadim Glowna.

Os restos mortais do ator foram sepultados apenas com a presença dos mais íntimos, por desejo de sua viúva Myriam Bru, e de seus filhos Christoph, de 41 anos e também ator, e Beatrice, de 40 anos.

Com Buchholz, que apesar de grande projeção internacional esteve sempre muito identificado com o cinema alemão, o cinema europeu perde um de seus personagens mais carismáticos e um dos símbolos da juventude rebelde desse país.

O ator, que conservou a beleza e o inconformismo que durante sua juventude o converteram no James Dean alemão, confessou sua bissexualidade recentemente.

Buchholz, que mesmo assim não cortou seus vínculos com sua mulher, com a qual se casou em 1958, trabalhou até quando sua saúde física o permitiu.

Um de seus últimos papéis no cinema foi no filme “A vida é bela” (1997), de Roberto Benigni, onde viveu o médico nazista obsessivo pelas adivinhações e jogos de palavras.