Atividade industrial em São Paulo cresce 8,5% em 2004, diz Fiesp

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Publicado quinta-feira, 3 de fevereiro de 2005 as 21:30, por: cdb

 crescimento de atividade industrial do estado de São Paulo em 2004 alcançou 8,5% em relação ao ano anterior, informou nesta quinta-feira a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O resultado, segundo a Fiesp, “só é comparável a 1994, quando o INA (Indicador do Nível de Atividade) foi um pouco maior que o registrado em 2004”.

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, definiu o percentual como “surpreendente”, embora ressalvando que a base de comparação favorece essa elevação, pois o primeiro semestre de 2003 foi “muito ruim”.

Em documento de avaliação da pesquisa, a Fiesp destaca que “o resultado supera as expectativas anunciadas no final de setembro, quando se acreditava num crescimento em torno de 6%, de janeiro a dezembro. Apesar de no último mês do ano ter sido registrada uma queda de 8,2% ante novembro (e historicamente a atividade da indústria em dezembro é menor que no mês anterior), na comparação entre dezembro de 2004 e dezembro de 2003 a elevação é de 8,6%”.

Segundo a Fiesp, as exportações foram “o vetor responsável pelo crescimento da indústria”, pois os setores cuja produção é voltada para o mercado externo têm nível da capacidade instalada mais elevado. Foram usados como exemplos os setores de veículos automotivos (91,4%), metalurgia básica (88,4%) e celulose, papel e produtos de papel (85,9%). Mas o relatório da federação também traz índices elevados nos setores de produtos têxteis (84,1%), produtos minerais não-metálicos (83,8%), material eletrônico e equipamentos de comunicação (83,7%) e máquinas e equipamentos (82,1%).

Para 2005, Paulo Francini avaliou que o INA não deverá ser tão elevado, por ter uma base de comparação forte em 2004. Além disso, a federação prevê uma desaceleração em razão do aumento dos juros, nos primeiros três meses deste ano, e a partir do segundo trimestre, em razão da valorização cambial do Real, caso ela se mantenha.