Ataques em Bagdá são malignos e cruéis, diz Tony Blair

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Publicado segunda-feira, 27 de outubro de 2003 as 15:01, por: cdb

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, afirmou que os ataques terroristas desta segunda-feira em Bagdá foram “malignos e cruéis” e completou que as organizações humanitárias no país “continuarão trabalhando, apesar de tudo”, informou um porta-voz de Downing Street em Londres.

O porta-voz de Blair indicou que os “terroristas e criminosos responsáveis (pelos ataques) são obviamente inimigos do povo iraquiano”.

Ele também afirmou que os grupos rebeldes culpados pelos atentados de hoje “estão tratando de expulsar as organizações que ajudam a construir um Iraque livre e estável”.

“Mesmo que estes ataques continuem, o trabalho das organizações humanitárias continuará no Iraque”, afirmou o porta-voz.

Os grupos rebeldes atacaram hoje cinco vezes Bagdá, em frente à sede da Cruz Vermelha Internacional e duas estações policiais, causando a morte de ao menos 33 pessoas.

Chanceler

O ministro do Exterior britânico, Jack Straw, afirmou nesta segunda-feira que a onda de ataques com bombas cometidos em Bagdá foi responsabilidade de seguidores de Saddam Hussein, que “estão no limite do depravado” ao atacar organizações humanitárias no Iraque.

“O fato de que estes terroristas não tenham apenas atacado grupos militares norte-americanos ou britânicos, mas também organizações internacionais que estão ali trabalhando para a ajuda humanitária, demonstra a profundidade da depravação na qual operam os terroristas” declarou Straw.

Além do mais Straw expressou “choque e espanto” pelos ataques de hoje e acrescentou que foram realizados pelo “pior remanescente do regime de Saddam Hussein”.

Straw disse, contudo, que a situação geral de segurança no Iraque está melhorando, seis meses depois de que as tropas anglo-americanas finalizaram a guerra para derrotar Saddam Hussein.

Mas admitiu que a segurança em Bagdá e o chamado “triangulo Sunita” ao norte e oeste de Bagdá, onde operam simpatizantes de Saddam, “é pouco satisfatória”.