Ataque a Parlamento da Índia acaba com 12 mortos

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Publicado quinta-feira, 13 de dezembro de 2001 as 15:00, por: cdb

Um ataque contra o Parlamento da Índia, em Nova Délhi, deixou 12 mortos nesta quinta-feira. A ação foi realizada por cinco homens portando armas de fogo e granadas, que entraram no complexo do Parlamento disparando. Houve trocas de tiros durante uma hora entre os autores do atentado e forças de segurança. Também foram ouvidas explosões no complexo.

Os cinco autores do ataque e sete membros da força de segurança morreram. Ainda não se sabe que grupo está por trás da ação, mas suspeita-se de rebeldes que atuam na região da Caxemira. Pouco depois dos ataques, o primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee, fez um pronunciamento na TV para dizer que ele e seus ministros estavam bem.

No momento do atentado, havia cerca de cem parlamentares no complexo parlamentar, entre eles a líder da oposição, Sonia Gandhi, e membros do governo, incluindo o vice-presidente e o ministro da Defesa. Antes do ataque, o primeiro-ministro Vajpayee havia deixado o Parlamento, que estava em sessão.

A porta-voz do governo indiano, M. K. Krishna, disse à BBC que os autores do ataque foram mortos antes de chegar ao prédio da Assembléia Nacional, dentro do complexo. “Eles não conseguiram entrar. Todos que estavam lá dentro saíram ilesos”, disse a porta-voz. Mas há relatos de que houve feridos dentro da Assembléia.

Segundo um cinegrafista que testemunha o ataque, um dos homens que realizaram a ação explodiu uma bomba que carregava, aparentemente num ato suicida. Acredita-se que foi a primeira vez que o Parlamento Nacional Indiano sofre um atentado. Cerca de trinta pessoas teriam sido hospitalizadas em decorrência dos ataques.

O governo da Índia ordenou que a segurança seja reforçada nas Assembléias estaduais por toda a Índia. Mas o ministro do Interior L.K. Advani disse que ele se assemelha ao ataque contra o prédio da Assembléia estadual em Srinagar, capital da região da Caxemira administrada pela Índia, realizado em 1º de outubro.

Na operação, reivindicada pelo grupo Jaish-e Mohammad (Exército de Maomé), pelo menos 29 pessoas foram mortas.