Assassinos de índio Galdino vivem com privilégios

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Publicado terça-feira, 14 de outubro de 2003 as 10:29, por: cdb

Os quatro jovens, condenados a 14 anos de cadeia por queimar e matar o índio Galdino Jesus dos Santos, em Brasília, vivem como se não estivessem presos. Meses após a sentença por homicídio triplamente qualificado, eles conseguiram o benefício do regime semi-aberto, o que permite trabalhar e estudar fora da Papuda, o maior presídio do Distrito Federal.

Antonio Novely, Max Rogério Alves e Eron Oliveira freqüentam bares, namoram nas ruas e dirigem seus próprios carros diariamente. O regime semi-aberto permitiria que eles apenas se deslocassem da Papuda para os locais de trabalho e estudo. Ao voltar para a prisão, eles não passam por revista.

Max Rogério Alves e Antonio Novely foram flagrados bebendo cerveja em um bar da cidade até às 19h30, horário em que Max deveria estar na faculdade. Eron Oliveira, que trabalha até às 17h, depois encontra a namorada em estacionamento na Quadra Sul antes de voltar ao presídio.

A autorização para sair da penitenciária é uma concessão rara para crimes hediondos. Os quatro jovens de classe média alta foram julgados em 2001 pelo homicídio cometido, em 1997, nas ruas da capital federal.