Assassino confesso de casal Staheli é solto no Rio

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Publicado sexta-feira, 2 de abril de 2004 as 20:20, por: cdb

O caseiro Jossiel dos Santos, de 20 anos, que confessou o assassinato do executivo da Shell Todd Staheli e de sua mulher, Michelle, foi solto no fim da tarde desta sexta-feira. Ele foi levado para a Secretaria de Direitos Humanos para prestar depoimento.

Apresentado na quinta-feira pela Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, como o autor do crime, ele estava detido na Delegacia da Barra da Tijuca. Na sexta-feira, deixou o local acompanhado por dois defensores públicos.

O caseiro foi preso após tentar assaltar uma casa no condomínio Porto dos Cabritos, onde também morava o executivo Staheli e sua família.

Após a prisão, ele foi levado para a Delegacia da Barra da Tijuca e confessou o crime.

Nesta sexta-feira, o juiz da vara de plantão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Renato Barbosa, negou o pedido de prisão de Santos, que estava detido desde quinta na Delegacia da Barra da Tijuca, zona oeste da cidade.

Mais tarde, um segundo pedido de prisão apresentado pela Secretaria de Segurança foi negado. A juíza Maria Angélica Guerra Guedes, do 4o Tribunal do Júri, responsável pela decisão, argumentou que o segundo pedido não trouxe nenhum elemento novo e pela Constituição ele não pode ficar preso.

No despacho, Barbosa havia informado que Santos foi preso ilegalmente porque não foi acompanhado por um advogado; que não há provas de que ele realmente é o assassino e sua confissão não é suficiente para tornar legal sua detenção.

Além disso, o juiz acrescentou que o caseiro é réu primário, tem endereço fixo, confessou o crime e não foi preso em flagrante.

“O que nos temos que fazer agora é reunir provas que convençam o Ministério Público e a Justiça de que o Jossiel é o assassino”, disse um assessor da Secretaria de Segurança. “A decisão da Justiça não se discute, se cumpre”, acrescentou.

Para o advogado da família Staheli, João Mestieri, são necessárias provas técnicas e fundamentadas para que ele fique preso pelo assassinato do casal, apesar de ter confessado o crime.

A polícia vai fazer a reconstituição fiel do crime, baseada em informações fornecidas por Santos. O sangue do assassino confesso será colhido pela polícia para que seja feito um exame de DNA. O DNA de Santos será comparado aos do vestígios de sangue encontrados sob a unha de Michelle.

A secretaria vai tentar agora através do teste de DNA e da reconstituição do crime compilar as provas para conseguir a prisão do caseiro.

O casal foi assassinado em sua casa na Barra da Tijuca em 30 de novembro de 2003.