As bandeiras de luta da CUT

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Publicado sexta-feira, 25 de março de 2011 as 10:36, por: cdb

Tive a honra de participar como convidado de encontro da Direção Nacional da CUT, em Brasília. Na tarde desta 5ª feira, acompanhei a discussão dos temas constantes da pauta de luta dos trabalhadores e, obviamente, para o nosso país, dentre as quais a necessidade de um pacto sobre as condições de trabalho nas grandes obras de infraestrutura no país.

A discussão desse Pacto Nacional, no setor da infraestrutura, já tem data marcada para avançar: a próxima 3ª feira (29.03), quando governo, sindicatos e empresários sentarão à mesa em busca de um acordo quanto aos direitos dos trabalhadores nesta área fundamental do país. Estimativas republicadas, ainda hoje, apontam que cerca de 80 mil estão paralisados em obras fundamentais do PAC.

A presidenta Dilma Rousseff determinou, então, e o secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, já marcou esta 1ª reunião pró-pacto. O objetivo da CUT e das demais centrais sindicais que atuam na área – e creio, de toda a sociedade – é firmar um pacto com regras claras e as devidas punições caso os direitos dos trabalhadores sejam desrespeitados. Como vocês podem ver, um ponto muito positivo nesta luta.

Pelo fim do imposto sindical

Outro tema discutido, e que também se constitui em um avanço, é a CUT priorizar como bandeira central de sua luta pela reforma tributária, a questão do imposto progressivo. Neste sistema, o pagamento do tributo obedece à renda do contribuinte – quem tem mais paga mais, quem tem menos, paga menos. Sem dúvidas, trata-se de um mecanismo-chave para enfrentarmos a absurda desigualdade de renda que, infelizmente, ainda vigora no nosso país.

Em minha participação nesta reunião, assinalei, ainda, a necessidade das Centrais pressionarem por uma reforma política realmente popular e democrática. Estas participação e pressão são fundamentais para garantirmos as necessárias mudanças no sistema político brasileiro, principalmente as que garantam o aprimoramento de nossa democracia e impeçam que, nas eleições, o poder econômico se sobreponha à vontade popular.

Destaco também como muito acertada a luta desencadeada pela CUT, em todo o território nacional, pelo fim do imposto sindical obrigatório. É um passo certo rumo à retomada da autonomia e da soberania dos trabalhadores e de seus sindicatos. São eles, na base, que devem decidir a qual sindicato querem se integrar e, sobretudo, de que forma este deve ser financiado.