Argentinos exaltam Brasil como 8ª maravilha do mundo

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Publicado terça-feira, 13 de junho de 2006 as 10:02, por: cdb

Nem o mais ufanista dos narradores brasileiros seria capaz de exaltar a Seleção Brasileira como a imprensa da Argentina fez nesta terça-feira, dia que marca a estréia do País na Copa 2006, contra a Croácia, em Berlim. O jornal Clarín chega a dizer que o futebol do Brasil é “a oitava maravilha do mundo”, a única sem a ameaça da passagem do tempo.

O diário esportivo Olé destaca, por sua vez, que enfim começa a Copa do Mundo com a estréia do Brasil. A publicação destaca a importância do futebol brasileiro e o favoritismo criado em torno da equipe do técnico Carlos Alberto Parreira e do quadrado mágico formado por Kaká, Ronaldinho, Ronaldo e Adriano.

“Machu Picchu está com sérios problemas: meio milhão de pessoas visitam o local anualmente, o que provoca uma movimentação do terreno que poderia colocar em risco as ruínas históricas. Veneza continua afundando sob suas águas. E o terreno sob a Muralha da China segue em erosão”, destaca o Clarín, chamando a atenção para outras das sete maravilhas.

“A única maravilha que permanece intacta será posta à prova hoje, diante da Croácia. É a oitava. A Seleção Brasileira, que até hoje não encontrou nada que a derrube, que a desgaste ou que acabe com ela. Luxuosa e visível de onde se possa olhar, com Kaká, Ronaldinho, Ronaldo e Adriano, segue sendo uma maravilha”, ressalta a seguir.

O Olé também exalta o Brasil e chama atenção para os recordes e números estabelecidos pelos brasileiros mesmo às vésperas do início do Mundial. “Chegou o dia, senhores. Depois de algumas partidas preliminares, é hoje que a Copa começa realmente. Estréia o Brasil, que tem torcedores por todos os lados e é o favorito das multidões”, descreve.

Berlim está tomada. Como no filme ‘Asas do Desejo’, de Wim Wenders, a cidade tem um tom de preto e branco. Mas agora o Brasil será responsável por dar cores à cidade alemã, ressalta logo a seguir.

 O diário ainda chama atenção para as ausências de Rivaldo, campeão em 2002, e de Júlio Baptista, do Real Madrid, convocado para a última Copa das Confederações, quando os brasileiros golearam os argentinos na final em 2005.

E, como se não bastasse, a Argentina já encara o Brasil como finalista do Mundial. “Os brasileiros estréiam nesta terça-feira pensando em voltar a esse estádio em 9 de julho, para a decisão”, completa a reportagem.

Mesmo chamando também a atenção para o pedido de prisão do capitão Cafu, na última segunda-feira, pela Justiça italiana, em nenhum momento é questionado o favoritismo do Brasil. E até uma frase do ex-jogador Falcão serve para confirmar ainda mais essa condição da Seleção.

– A maioria das seleções depende de um só jogador e tem suas fichas nele para que não se machuque. A riqueza do Brasil consiste em ter duas equipes titulares e qualquer jogador pode ser substituído sem que se sinta diferença. Essa é a grande vantagem sobre as outras equipes, incluindo outras que surgem como candidatas ao título – opina o ex-técnico do Brasil.