Argentina não validará golpe no Paraguai, afirma Cristina Kirchner

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Publicado sexta-feira, 22 de junho de 2012 as 22:00, por: cdb

Argentina não validará golpe no Paraguai, afirma Cristina Kirchner

Presidenta disse ter conversado com Dilma Rousseff e José Mujica (Uruguai) e que os países atuarão conjuntamente

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 23/06/2012, 00:53

Última atualização às 00:53

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São Paulo – A Argentina “não vai validar o golpe de Estadono Paraguai”, afirmou na noite de ontem (22) a presidenta Cristina Kirchner. “Acabade se consumar um golpe de Estado”, acrescentou, citando situações vividas porEvo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador e Manuel Zelaya em Honduras.

Ela afirmou que a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) “teveum pronunciamento unânime no Rio de Janeiro”, durante o Rio+20, a respeito do processoque terminou com a destituição de Fernando Lugo – a entidade afirmou, emdocumento, que é imprescindível o respeito às cláusulas democráticas da própriaUnasul, do Mercosul e da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos(Celac), além manifestar apoio a Lugo.

 A presidenta acrescentou que os chanceleres viajaram aoParaguai “precisamente para presenciar uma paródia, pois uma das acusações(contra Lugo) era justamente ter firmado a cláusula democrática” que preserva osgoverno de intentonas golpistas e foi votada em dezembro de 2010.

Cristina disse a jornalistas que havia conversado instantesantes com a presidenta Dilma Rousseff e com o presidente do Uruguai, JoséMujica. “Vamos adotar um plano de ação que delinearão nossas chancelarias eatuaremos conjuntamente”, adiantou. “Realmente, é algo inaceitável para umaregião que havia superado definitivamente esse tipo de situações antidemocráticase contra as instituições.”

A presidenta disse ter conversado também com Lugo, masobservou que o episódio vai além e supera, inclusive, as figuras dospresidentes. “Isso é um ataque definitivo às instituições, reeditando situaçõesque acreditávamos ter sido totalmente superadas.” Ela afirmou ainda que nãopretende tomar posturas “que não sejam de consenso com os demais integrantes doMercosul”.

Com informações da agência de notícias Télam