Arábia Saudita quer posicionamento sobre demanda mundial por petróleo

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Publicado domingo, 20 de novembro de 2005 as 14:14, por: cdb

A Arábia Saudita pediu aos países consumidores de petróleo um “mapa do caminho” sobre a demanda futura pelo produto, em resposta aos insistentes pedidos para que Riad aumente sua capacidade de produção de forma a refrear o aumento dos preços. Falando depois de um dia de conversações entre países consumidores e produtores, o ministro do Petróleo saudita, Ali al-Naimi, disse que seu país está gastando 50 bilhões de dólares para aumentar a capacidade de produção, mas quer um quadro claro sobre onde é necessária a produção extra.  – Os produtores querem um mapa do caminho para a demanda dos países consumidores, disse Naimi. – Como produtores, não queremos fazer investimentos em instalações que não serão adequados à demanda.
Esse comentário representa uma virada em relação aos países ocidentais, que pedem maior transparência dos produtores de petróleo e maior produção como forma de deter a alta dos preços, que em agosto atingiram recorde de 70 dólares o barril. Desde então, as cotações caíram para cerca de 56 dólares.

Ministros das Finanças de França e Grã-Bretanha participaram das conversações para apresentar o pedido do Grupo dos Sete países mais ricos do mundo (G7), de uma maior oferta de petróleo.  – Precisamos investir mais na capacidade de produção e investir mais também no refino, disse o francês Thierry Breton a jornalistas, acrescentando que os preços continuam muito altos, apesar da recente queda. – Os preços do petróleo quase dobraram em 2005 e, é claro, afetaram muito a economia mundial, comentou.

Naimi disse que os planos de expansão da Arábia Saudita, cuja meta é aumentar a capacidade de produção para 12,5 milhões de barris por dia até 2009, não estão condicionados a uma garantia de demanda. Mas o país, que ainda se lembra do colapso dos preços nas décadas de 1980 e 1990, quer que os consumidores informem como seus planos de conservação de energia e uso de fontes alternativas afetarão a demanda por petróleo.