Arábia encontrou resistência dos EUA para tomar medidas anti-terroristas

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Publicado terça-feira, 23 de setembro de 2003 as 01:13, por: cdb

A Arábia Saudita tentou tomar medidas contra potenciais ‘terroristas’ no país antes de 11 de setembro de 2001, mas encontrou resistência do Departamento de Estado norte-americano, disse na última segunda-feira um líder diplomático saudita.

O príncipe Bandar bin Sultan bin Abdul Aziz, o mais longo embaixador nos Estados Unidos, disse que a resistência veio de autoridades do Departamento de Estado, que ‘nos diziam que éramos terríveis com esses dissidentes’.

Em discurso no Conselho de Assuntos Mundiais de Los Angeles, ele sugeriu que o governo saudita tentou atuar contra potenciais terroristas, mas autoridades do Departamento de Estado preocupadas com direitos humanos os classificaram como ‘dissidentes’ e criticaram a ação dos sauditas.

O embaixador disse que dois dias antes dos atentados de 11 de setembro.
 
– Nós dizíamos a vocês que eles eram terroristas (e) o Departamento de Estado nos dizia que éramos terríveis com esses dissidentes – declarou o embaixador.

O príncipe disse que os esforços da Arábia Saudita em barrar o fluxo de dinheiro para grupos com ligações terroristas foram em parte impedidos pelas regras financeiras dos Estados Unidos e as defesas privadas das instituições financeiras norte-americanas.
 
– Nós cooperamos 100 por cento com os EUA na luta contra o terrorismo, não pelos Estados Unidos, mas por nosso povo. (Osama) Bin Laden e Al Qaeda e pessoas que pensam como eles não são os únicos problemas – afirmou.

– Estamos em guerra; não é porque não se vêem aviões e tanques e mísseis disparados que não se trata de uma guerra – completou.
Ele disse que ‘as diabólicas pessoas’ que planejaram os ataques de 11 de setembro fizeram seus planos em países do Ocidente, em Paris e Londres e Munique e Frankfurt.