Aprovado relatório de Marisa Matias que reforça Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 28 de novembro de 2012 as 20:44, por: cdb

O relatório europarlamentar de Marisa Matias sobre o Programa Estratégico de Inovação do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT) foi aprovado quarta-feira na Comissão de Indústria, Investigação e Energia (ITRE) do Parlamento Europeu com 45 votos a favor e apenas uma abstenção. Apesar da conjuntura geral desfavorável, o processo de negociações permitiu a multiplicação por 10 do orçamento do EIT. Artigo |29 Novembro, 2012 – 01:32 Instalações do EIT em Budapeste

O trabalho de Marisa Matias integra-se no pacote designado “Horizonte 2020”, que integra seis relatórios relacionados com a política de investigação e inovação da União Europeia até 2020.

O EIT, cujo orçamento é fortemente reforçado com este relatório da eurodeputada da Esquerda Unitária (GUE/NGL) eleita pelo Bloco de Esquerda, é o único instrumento que permite financiar diretamente as universidades que se integrem nas comunidades de conhecimento e inovação à escala europeia.

Ao longo de todo o processo de discussão e negociação foi feito um imenso progresso no sentido de transformar o EIT num verdadeiro instituto europeu de inovação. Recorde-se que neste âmbito a deputada Marisa Matias propôs que fosse elaborado um estudo para analisar a possibilidade de a sede do EIT mudar para as instalações do Parlamento Europeu em Estrasburgo, como forma de dignificar o próprio instituto, mas também de permitir poupar uma fatia substancial do orçamento do próprio Parlamento, a qual poderia reverter também para a investigação e inovação à escala europeia. A proposta de mudança de instalações do EIT para o atual edifício do Parlamento Europeu em Estrasburgo acabou por ser derrotada por 18 votos a favor e 28 contra.

Até agora o EIT, que foi concebido como um instrumento europeu para competir com o norte-americano MIT, resumia-se a um mero papel administrativo, uma entidade a quem as comunidades do conhecimento e inovação, entretanto criadas, prestavam contas.

Deste processo legislativo destacam-se também as diversas propostas de alargamento da participação de mais países, de modo a combater a atual situação de concentração nos países da Europa central, as propostas que visam uma maior participação das PMEs, bem como o estabelecimento de redes de inovação que permitirão a participação de regiões onde não há centros de inovação, o que poderá beneficiar muitos países onde as regiões têm estado sub-representados neste domínio, como é o caso de Portugal.

Artigo publicado no portal do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu