Após tumulto no Ceresp, oito detentos ficam feridos

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Publicado quinta-feira, 29 de novembro de 2012 as 18:15, por: cdb

Quinta-feira, 29 de novembro de 2012, atualizada às 14h05

Após tumulto no Ceresp, oito detentos ficam feridos

Edwards Junior
*Colaboração

Detentos do Ceresp de Juiz de Fora iniciaram uma rebelião na noite da última quarta-feira, 28 de novembro. Segundo a Polícia Militar (PM), o tumulto começou quando agentes penitenciários realizavam uma busca de rotina e encontraram cartuchos de munição de calibre 365 em uma latrina, dentro de uma das celas. A partir deste fato, foi organizada, pelos agentes responsáveis pelo plantão, uma vistoria em todos os cubículos.

Em um dos locais, foi encontrada uma substância semelhante à maconha, dentro de um colchão. Inconformados com a operação, dois presidiários deram início ao tumulto, incitando os outros detentos a agirem da mesma maneira.

Os presos chegaram a atear fogo em dois colchões, provocando um incêndio, que foi controlado pelos agentes. As chamas deixaram oito feridos, que, segundo informações do boletim de ocorrências, foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levados para o Hospital de Pronto Socorro (HPS).

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Segundo informações da assessoria do HPS, um dos detentos está em estado grave. Cerca de 70% do seu corpo foi queimado, sendo necessária a sedação. Outros cinco presos tiveram queimaduras de primeiro e segundo graus e seguem estáveis no hospital. Os outros dois presidiários atingidos pelas chamas receberam alta na manhã desta quinta-feira, 29. Dois agentes tiveram intoxicação devido à exposição excessiva à fumaça. Ambos foram medicados.

Em nota, a Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) confirmou que os próprios agentes, acompanhados pelo Grupo de Intervenção Rápida (GIR) do sistema prisional, controlaram o fogo. Ainda de acordo com a subsecretaria, havia 12 presos na cela no momento da confusão.

A PM efetuou o registro da ocorrência, e a Polícia Civil realizou os trabalhos referentes à perícia. Os presos começaram a ser ouvidos na 7ª Delegacia Regional. Ainda conforme a nota, “não há nenhuma comprovação de relação entre os fatos [vistoria e tumulto]. A unidade instaurou um procedimento interno para apurar as circunstâncias do ocorrido”.

*Edwards Junior é estudante do 6º período de Comunicação Social da UFJF