Após greve, estações do metrô reabrem em São Paulo

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Publicado quarta-feira, 18 de junho de 2003 as 20:03, por: cdb

Os portões das estações do metrô de São Paulo reabriram por volta das 19h40. Com o anúncio da suspensão da greve dos metroviários, no final da tarde desta quarta-feira, passageiros aguardavam a abertura do sistema. Em um dos acessos da estação Sé, no centro da cidade, estavam aproximadamente cem pessoas.

Os trens já estão circulando. O movimento é maior na linha 3-Vermelha, no sentido Barra-Funda/Corinthians-Itaquera.

Uma das passageiras, que preferiu não se identificar, afirma que mora na zona leste e, nesta quarta-feira, levou cinco horas para chegar no centro. Ela diz que, por causa dos ônibus lotados e do congestionamento, saiu às 7h de casa e chegou no trabalho às 12h, com duas horas de atraso. Em dias normais, o percurso é feito em cerca de meia hora.

Greve

Os metroviários paralisaram as atividades à 0h da última terça-feira para reivindicar reajuste salarial de 18,13%, conforme decisão do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) em 29 de maio. O Metrô recorreu.

Após reuniões no TRT, sindicalistas e representantes do Metrô estiveram no TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília, na manhã desta quarta-feira. À tarde, a categoria realizou nova assembléia e decidiu suspender a greve.

Os metroviários marcaram uma outra assembléia para o próximo dia 25. Antes disso, o TRT deve julgar a greve – na próxima segunda-feira – e nova reunião deverá ocorrer no TST – na terça-feira. Se não houver acordo, o TST julga o dissídio da categoria no dia 25.

TST

O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Francisco Fausto, propôs reajuste salarial de 8% agora mais 8% em janeiro de 2004. “É uma proposta simpática para se analisar”, disse Godoi.

Já o advogado Almir Pazzianoto, que representou a Companhia do Metropolitano na audiência, afirmou que a proposta será analisada em São Paulo e que “a última palavra é do governador (Geraldo Alckmin)”.

– O pessoal da empresa diz que não há margem sequer para a manutenção dos 8%. O máximo que o Metrô pode fazer é voltar a São Paulo para verificar o que pode fazer – disse o presidente do TST.

Trânsito

A greve dos metroviários e a saída do motorista para o feriado prolongado de Corpus Christi deixaram o trânsito ruim na cidade. A cidade registrou pela manhã o recorde de congestionamento do ano no período da manhã, com 126 quilômetros de vias com problemas.

O recorde anterior havia sido registrado às 8h30 do dia 8 de abril, com 123 quilômetros, por conta da greve de ônibus.

O recorde histórico registrado pela CET é de 163 km de vias com problemas. Esse índice ocorreu em 20 de novembro de 1996 e em 2 de abril de 2001, por causa da chuva.

O rodízio de veículos, a zona azul e a faixa solidária estão liberados. Os motoristas, no entanto, não podem circular pelas faixas e corredores de ônibus.