Apenas um acusado foi a julgamento sobre o caso do ônibus 350

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Publicado terça-feira, 31 de outubro de 2006 as 21:04, por: cdb

O julgamento dos acusados de atear fogo em um ônibus da linha 350 foi desmembrado. Nesta terça-feira, o único réu que será julgado é Alberto Maia da Silva. O traficante Anderson Gonçalves dos Santos, conhecido como “Lorde”, e Sheila Messias Nogueira serão julgados no dia 6 de novembro, junto com Cristiano Dutra Medeiros, que está foragido. Cristiano será julgado à revelia.

Os quatro são acusados de incendiar o ônibus que faz a linha Passeio-Irajá, em novembro de 2005. O crime aconteceu na Rua Irapuã, em Brás de Pina, no subúrbio. Depois que o ônibus parou no ponto, um grupo entrou e incendiou o veículo. Cinco pessoas morreram queimadas, entre elas uma criança de um ano, e 16 passageiros ficaram feridos.

Segundo a Promotoria, o mandante do crime foi Anderson. Sheila, namorada dele, fez sinal para o ônibus parar e tentou impedir a fuga dos passageiros. O outro réu, Alberto, é presidente da Associação de Moradores de Vila Pequeri, em Brás de Pina, e está sendo acusado de conseguir a gasolina para o crime.

Durante as investigações, houve um erro da polícia: Sabrina Aparecida Marques, ficou presa por 28 dias, depois de ser apontada por engano como participante do atentado. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime teria sido uma represália do traficante Lorde, a uma ação policial que resultou na morte de outro bandido da mesma quadrilha, conhecido como Ciborgue.

Antes do início da sessão, o juiz do II Tribunal do Júri, Luiz Noronha Dantas, proibiu a entrada de cinegrafistas e fotógrafos no plenário.

O relações públicas da Polícia Militar, coronel Aristeu Leonardo, disse que o incêndio do ônibus da linha 350 foi um fato isolado. Segundo ele, os acusados foram identificados e presos e isto é uma prova de que a população pode confiar na Polícia. O coronel argumentou, ainda, que o policiamento em Brás de Pina é suficiente.