Ao menos oito morrem em tentativa de fuga em Bagdá

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 28 de dezembro de 2005 as 09:44, por: cdb

Pelo menos oito prisioneiros foram mortos após uma tentativa de fuga numa base militar em Bagdá, segundo o Ministério do Interior do Iraque. Um funcionário do ministério disse inicialmente que 20 pessoas haviam sido mortas, entre eles um guarda da prisão. Outro membro do governo, porém, disse que a estimativa era exagerada e que muitos dos que haviam sido dados como mortos estavam apenas feridos. A polícia disse que um tiroteio na prisão no distrito xiita de Kadhimiya, ao norte da capital iraquiana, começou após um preso ter matado um guarda após ter tomado seu rifle. A base de Adala, onde está a prisão, está sob comando conjunto da polícia e do Exército iraquianos. Após a guerra ela foi usada pelo Exército norte-americano e batizada de Camp Justice (campo justiça). Os prisioneiros no local, descritos como suspeitos de insurgência, estavam sendo transferidos de um prédio para o outro na base quando a tentativa de fuga ocorreu. As autoridades militares norte-americanas disseram que o incidente estava sob investigação.

No domingo, os Estados Unidos haviam dito que somente deixariam o controle sobre os prisioneiros às autoridades iraquianas quando elas melhorassem os níveis de cuidado sobre as prisões. Um funcionário norte-americano disse que o Iraque teria de atender aos padrões norte-americanos um mês após a descoberta de 170 detidos num centro do Ministério do Interior, alguns deles supostamente sofrendo com abusos e falta de alimentação. Os supostos abusos descobertos pelas tropas norte-americanas e iraquianas incluíam choques elétricos e a retirada de unhas. As condições das prisões no Iraque se tornaram um tema de controvérsia logo nos primeiros meses após a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, começando com escândalos sobre abusos envolvendo guardas militares norte-americanos. Os árabes sunitas dizem que os abusos mais recentes teriam sido cometidos por milícias xiitas às quais eles acusam de controlar os prisioneiros do Ministério do Interior.