Ângela Portela defende construção da Hidrelétrica Bem-Querer, em Roraima 

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Publicado quinta-feira, 24 de março de 2011 as 18:05, por: cdb

A senadora Ângela Portela (PT-RR) defendeu em Plenário nesta quinta-feira (24) a construção da Hidrelétrica Bem-Querer, localizada no rio Branco, em Roraima, para evitar novos riscos de apagões energéticos no estado. O projeto, que integra o segundo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), irá gerar, nas duas etapas previstas para 2013-2014, 1 mil megawatts, e custará R$ 3,8 bilhões.

– Sabemos que as opções para a construção de novas hidrelétricas, mesmo na Amazônia, estão-se esgotando. Conflitos ambientais, agrários e a demarcação de terras indígenas restringem a capacidade do governo e das empresas de ampliar o parque gerador. Bem-Querer, em que pese a necessidade de estudos mais aprofundados, não é uma área de conflitos – afirmou.

A senadora explicou que recentemente o estado passou por uma crise de abastecimento como reflexo do desabastecimento ocorrido na Venezuela, o que obrigou a Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A (Eletronorte) a acionar a Usina Termelétrica de Floresta. Essa, disse a senadora, foi uma solução paliativa, que acredita que uma solução definitiva poderá ser alcançada com a construção da Hidrelétrica de Bem- Querer.

Ângela Portela informou também que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) concluiu inventário hídrico segundo o qual existem 40 pontos encachoeirados no Rio Branco com potencial de geração de energia.

Outra vantagem apontada pela senadora é a proximidade da futura hidrelétrica com a BR-174, próxima à fronteira com a Venezuela. A senadora também mencionou a construção da linha de transmissão Tucuruí-Manaus-Boa-Vista, obra em andamento, o que permitirá a conexão da hidrelétrica com o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Por fim, a senadora afirmou que a população local poderá usufruir de melhores condições de vida, com a geração de emprego e renda obtidos com a construção da usina. Ela disse que boa parte da energia gerada poderá ser vendida a outros estados, e com a permanência de parte dos recursos na região poderão ser feitos investimentos em saúde, educação e em preservação ambiental. E com isso, assegurou, poderia ser obtido desenvolvimento duradouro e sustentável.

Da Redação / Agência Senado