Analistas prevêem queda de apenas 1,5% nos juros, este ano

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007 as 11:28, por: cdb

A taxa básica de juros que serve para remunerar os títulos do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), hoje de 13% ao ano, deverá terminar 2007 na faixa de 11,50%, de acordo com expectativa média de uma centena de analistas de mercado e de instituições financeiras consultados pelo Banco Central, sobre as tendências do mercado em relação aos principais indicadores da economia. Os analistas financeiros acreditam que as condições macroeconômicas continuam favoráveis, e como a inflação continua sob controle e sem perspectiva de pressão a curto e médio prazos, apostam na queda gradativa da taxa de juros, com possibilidade de chegar a 10,50% no final do ano que vem.

Isso é o que revela o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo BC, com os resultados da pesquisa, que confirma, há 24 semanas, o crescimento de 3,50% para o Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país. O índice é o mesmo para o PIB de 2008, a despeito das afirmações das autoridades governamentais, que falam em evolução anual de até 5%, em decorrência do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A pesquisa do BC elevou de 48,90% para 49% a projeção de equivalência da dívida líquida do setor público em relação ao PIB, no final deste ano. Isso significa dizer que quase metade de tudo que o país produz está comprometido com a dívida. Essa relação, que chegou a 57% em 2003, vem caindo progressivamente, e os economistas da iniciativa privada calculam que a equivalência dívida/PIB pode cair para 47% no ano que vem. Os especialistas reduziram mais um pouco a perspectiva de cotação do dólar norte-americano, que deve chegar ao final de 2007 valendo R$ 2,18 (ante R$ 2,20 na semana passada), e a cotação para o final de 2008, antes estimada em R$ 2,30, caiu para R$ 2,29.

A pesquisa manteve as projeções de US$ 39 bilhões para o saldo da balança comercial (exportações menos importações) no ano, e de US$ 17 bilhões para a entrada de investimento estrangeiro direto no setor produtivo; e melhorou de US$ 7 bilhões para US$ 7,50 bilhões a estimativa para o saldo de conta corrente, que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o exterior.