Analistas de mercado mantêm projeções para crescimento do PIB

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Publicado segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 as 11:07, por: cdb
PIB
Produto Interno Bruto

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) mantiveram as projeções para o crescimento da economia. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – permanece em 7,61% para 2010, e em 4,5% para 2011. As informações constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo BC com base em estimativas de analistas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia. A expectativa para a expansão da produção industrial este ano também não sofreu mudança, mantendo-se em 10,66%. Para 2011, a projeção caiu de 5,40% para 5,31%.

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2010 subiu de 40,88%, na semana passada, para 40,95%. Na projeção para 2011, foi registrada uma variação de 39,55% para 39,80%. A expectativa para a cotação do dólar se manteve em R$ 1,70, ao final de 2010, e em US$ 1,75, ao fim de 2011. Também ficou estável a estimativa do déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), em US$ 50 bilhões, este ano, e em US$ 69,05 bilhões, em 2011.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) subiu de US$ 16,4 bilhões para US$ 16,63 bilhões, este ano, e permaneceu em US$ 8 bilhões, em 2011. A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) passou de US$ 32 bilhões para US$ 32,20 bilhões, este ano. Para 2011, a projeção caiu de US$ 38,5 bilhões para US$ 38 bilhões.

Inflação

Os mesmos analistas elevaram a estimativa de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano a 5,90% ante 5,88% na semana anterior e aumentou a estimativa para 2011 a 5,31% contra 5,29%. A meta de inflação de dois anos tem centro em 4,5% e tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Para os próximos 12 meses, a projeção para o IPCA caiu para 5,39%, ante 5,40% na semana anterior.

Já para o juro básico, o mercado manteve a projeção para o fim de 2011 em 12,25%. A previsão para a Selic em janeiro de 2011 também foi mantida em 11,25%. Vale lembrar que, na semana passada, o Relatório de Inflação do Banco Central sugeriu necessidade de alta da Selic no curto prazo devido às previsões de inflação acima da meta. Atualmente a Selic está em 10,75%. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 permaneceu em 7,61% e, para 2011, foi mantida em 4,5%.

O prognóstico para o câmbio no fim de 2010 foi mantido em R$ 1,70, enquanto que para 2011 permaneceu em R$ 1,75.

Construção Civil

Em relatório divulgado nesta segunda-feira, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informa que a inflação na construção civil encerra o ano em 7,58%. A taxa, medida pelo Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M), é mais que o dobro da inflação apurada no setor em 2009, quando os preços na construção subiram 3,22%. De novembro para dezembro, a taxa mensal do indicador também mostrou aceleração, de 0,36% para 0,59%.

O INCC-M representa 10% do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), também da FGV. A instituição informou que os preços de materiais, equipamentos e serviços desaceleraram levemente de novembro para dezembro, de 0,15% para 0,13%, e encerraram o ano com alta de 5,45%. Já a inflação da mão de obra na construção civil assumiu trajetória oposta e avançou de forma mais intensa, passando de 0,59% para 1,08% de novembro para dezembro, atingindo alta de 9,91% em 2010.

Entre os produtos pesquisados para cálculo do INCC-M, a FGV informou que as mais expressivas elevações de preços na construção civil em dezembro foram apuradas em ajudante especializado (1,41%), servente (0,89%) e pedreiro (0,78%). Já as mais expressivas quedas de preços foram apuradas em vergalhões e arames de aço ao carbono (baixa de 1,81%), tubos e conexões de ferro e aço (queda de 0,43%) e massa de concreto (recuo de 0,21%).