Amorim elogia condução da crise com a Bolívia

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Publicado sexta-feira, 5 de maio de 2006 as 13:12, por: cdb

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, refutou, nesta manhã, cobranças de uma posição mais dura do governo diante da decisão do presidente Evo Morales de nacionalizar a indústria de gás da Bolívia. Para Amorim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agiu de maneira correta na reunião realizada nesta quinta-feira, em Puerto Iguazú, parte argentina da Tríplice Fronteira, com os presidentes Evo Morales, da Bolívia, Néstor Kirchner, da Argentina, e Hugo Chávez, da Venezuela.

– O presidente disse Lula disse com toda a franqueza tudo o que tinha que dizer, obteve respostas favorecendo o diálogo – afirmou. Amorim ressaltou que o acordo firmado ontem foi importante porque garantiu o fornecimento do gás boliviano ao Brasil.

Sobre a discussão em torno dos preços do produto, o ministro disse que a declaração aprovada ontem deixa claro que os termos têm que ser compatíveis com os empreendimentos. Segundo Amorim, os termos técnicos do acordo vão ser discutidos nos próximos 180 dias.

– Ali não era o lugar certo – disse.

O ministro atribui as críticas que vêm sendo feitas ao governo brasileiro a motivações políticas.

– Essas pessoas que reclamam dureza muitas vezes foram muito flexíveis e até excessivamente flexíveis com demandas de grandes potências. Isso tudo entra no meio da campanha eleitoral – afirmou, completando que o governo é tolerante a esse tipo de crítica.