Ameaça de confrontos leva reforço à segurança de Lula no Maranhão

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Publicado terça-feira, 24 de outubro de 2006 as 12:12, por: cdb

O comício que o candidato à reeleição à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT-PCdoB-PRB), agendou no município de Timon, no Maranhão, nesta terça-feira, teve a segurança reforçada pelos governos municipal e estadual. Além da segurança pessoal que cerca Lula em todos os atos públicos, outros 200 policiais militares foram convocados. Depois do ato em Timon, nesta manhã, Lula viajou para outro comício em Teresina (PI), cidade separada da primeira apenas por uma ponte. Na capital do Piauí, estado governado pelo petista reeleito Wellington Dias, outras duas centenas de policiais militares foram chamados para a segurança.

Em Timon, Lula sobiu ao palanque com a candidata ao governo maranhense, Roseana Sarney (PFL), que apóia o petista, mesmo contra a orientação de seu partido. Por conta disso, nos últimos dias, circularam no Maranhão e no Piauí informações de que militantes políticos descontentes com a aproximação dos dois planejavam várias confusões em Timon. Roseana disputa o segundo turno com o ex-prefeito de São Luiz Jackson Lago (PDT), que tem a simpatia do PSDB local e até de parte do PT.

A prefeita de Timon, Socorro Waquin (PMDB), confirma que circularam informações sobre diversos ônibus que estariam chegando à cidade com militantes dispostos a provocar confusão e atrapalhar o comício. A guarda municipal foi colocada de prontidão para atuar contra eventuais provocadores. Preocupado com as notícias, o governador Wellington Dias procurou o governador do Maranhão, José Reinaldo (PSB). Os dois decidiram que a operação de segurança em torno da visita de Lula aos dois estados seria integrada, com os policiais de ambos os estados trocando informações para evitar tumultos.

– Nós estamos somando as áreas de segurança do Piauí e do Maranhão para garantir um reforço extra à integridade do presidente da República – afirmou Wellington.

No primeiro turno, Lula obteve 75,5% dos votos do Maranhão e o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, 18,8%. No Piauí, o candidato petista recebeu 67,2% dos votos, e o candidato tucano, 28,05%.