Amanhã (7), Jornada Nacional mobilizará país contra mercantilização da educação

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Publicado terça-feira, 6 de setembro de 2011 as 15:58, por: cdb

Com o título A educação é um direito e não uma mercadoria!, movimentos sociais da Colômbia realizarão nesta quarta-feira (7), a Jornada Nacional de Mobilização Social. Haverá marchas em diversos departamentos do país com a intenção de repudiar a nova Lei de Educação Superior, a falta de recursos para uma educação gratuita e de qualidade, além de outros problemas sociais. Entre os organizadores, estudantes, professores e sindicalistas.

Na cidade de Buga, localizada no departamento de Valle del Cauca, a manifestação sairá às 9h, da Universidade del Valle, sede Buga. O ato é organizado pela Mesa Ampla Estudantil Univalle, Movimento Estudantil por uma Identidade Cultural MITET, Organização Colombiana de Estudantes (OCE) e pelo Comitê Intersindical de Buga, que agrega 20 sindicatos.

A manifestação pede uma educação pública de qualidade e totalmente financiada e administrada pelo Estado. Além disso, o protesto se voltará para outras questões –criminalização dos movimentos sociais, péssima situação da saúde pública colombiana, violação de direitos trabalhistas e sindicais, ação das transnacionais no setor da mineração e altos investimentos em militarização.

Já em Bogotá, capital da Colômbia, a Mesa Ampla dos Estudantes da Universidade Distrital marchará pela estrada sétima, até a Praça de Bolívar, contra a nova Lei da Educação Superior. Segundo os ativistas, a norma “contempla o lucro na educação e adéqua o aparato educativo nacional às exigências dos Tratados de Livre Comércio”.

Os estudantes agruparam suas demandas em seis eixos: financiamento pleno da educação pelo Estado; autonomia e democracia nas universidades; qualidade de ensino; bem-estar universitário; garantia para as liberdades democráticas na universidade colombiana e construção de um modelo de universidade a serviço da sociedade.

No município de Soacha, que fica próximo a Bogotá, estudantes de diversas organizações se concentração na Praça Principal e na Universidade de Cundinamarca, às 14h, para denunciar a profunda crise na educação. “Os famosos convênios educativos, estranha figura implementada massivamente desde o último quinquênio, utilizados pelos políticos tradicionais e com a aprovação do governo nacional, tem feito que os recursos destinados à educação pública passem progressivamente ao setor privado”, declaram.

Isso se reflete na Universidade de Cundinamarca (UdeC), instituição pública que enfrenta problemas de infraestrutura, baixas nas matrículas e aumento da oferta educativa. Na UdeC, o custo da matrícula chega a um milhão de pesos (aproximadamente 500 dólares).

Na cidade de Medellín, capital do departamento de Antioquia, a marcha sairá às 13h da Universidade de Antioquia (UdeA), na Avenida Barranquilla, em direção ao Estádio. Os estudantes pedem ampla participação de todos os setores da sociedade. “É necessário que nos manifestemos enfaticamente contra a deteriorada situação da educação pública, e que exijamos firmemente pressuposto adequado e respeito à autonomia universitária. Para isso, devemos nos movilizar massivamente”, frisam. No departamento do Atlântico, professores do distrito de Barranquilla e municípios de Soledad e Malambo se concentração na antiga sede da Uniatlántico (ruas 50 e 51), às 10h. Os manifestantes destacam a necessidade de um Estatuto Docente Único e criticam o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), assim como as violações aos direitos humanos.