Aliança Patriótica Iraquiana não vê legitimidade nas eleições

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 27 de janeiro de 2005 as 16:17, por: cdb

Presente no Fórum Social Mundial, o membro da Aliança Patriótica Iraquiana, Sammi Alaa, disse que a resistência no Iraque não reconhece como legítimos o atual e o futuro governo eleito a partir de 30 de janeiro. O país vive uma guerra com as tropas norte-americanas que ocuparam o Iraque para derrubar o ex-presidente Saddam Hussein do poder. A Aliança teve origem num grupo de exilados iraquianos.

As eleições no Iraque vão compor uma assembléia para escolher um novo governo e elaborar a proposta de Constituição. A Aliança Patriótica não acredita que a lista de eleitores seja abrangente para propiciar a representatividade.

– Não reconheceremos o atual governo nem um dia antes das eleições, nem no dia seguinte a ela, porque ele não é legítimo – argumentou.

Para Alaa, a grande mídia e os Estados Unidos dividem erroneamente a realidade iraquiana apenas entre curdos, sunitas e xiítas.

– É uma mistura de religião com nacionalidade, porque eles não nos reconhecem como um Estado árabe – criticou.

– O único apoio que nós (Aliança Patriótica Iraquiana) temos são de alguns setores políticos da América Latina, Europa e Ásia. Não temos também o apoio oficial dos estados árabes, porque eles estão comprometidos e recebem financiamentos dos Estados Unidos.

Sammi Alaa também defende a parceria estratégica na área petrolífera com Cuba e Iémem, países que se colocaram publicamente contra as operações dos Estados Unidos no Iraque. Para ele, o Iraque poderia até conceder uma cota gratuita de petróleo às duas nações.

Nesta quarta-feira, durante a marcha de abertura do 5º Fórum Social Mundial, muitos manifestantes carregavam faixas e gritavam palavras de ordem contra a invasão do Iraque e a política do presidente George W. Bush.