Alckmin promete acelerar crescimento econômico

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 12 de junho de 2006 as 10:59, por: cdb

Geraldo Alckmin, o candidato do PSDB à presidência da República, afirmou na convenção nacional do partido, que cortará impostos e modernizará o governo federal para acelerar o crescimento econômico, se vencer as eleições de outubro.

Alckmin afirmou a delegados do partidio, que, se eleito, pretende enviar um projeto de lei ao Congresso na primeira semana de seu governo para simplificar o sistema de impostos, estimular investimentos e aumentar a eficiência.

Alckmin, que é apoiado por muitos líderes empresariais por seu estilo administrativo, anunciou propostas enfocando o crescimento econômico e melhoria da eficiência do setor público. Ele criticou duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera as pesquisas de opinião para as eleições, por falhar em aproveitar condições econômicas internacionais favoráveis.

Alckmin, prometeu ainda melhorar as condições de negócios e atrair os investimentos em infra-estrutura com legislação mais clara, menos burocrática e menores taxas de juros.

 O candidato, ainda criticando o atual governo, disse que no ano passado, na América Latina, o Brasil só cresceu mais do que o Haiti, que é um pequeno país destruído pela guerra. O candidato continuou com as acusações dizendo que o governo, gasta muito e mal os seus recursos e não faz nada para melhorar as condições para o crescimento futuro.

 Alckmin prometeu cortar todos os 12 ministérios criados por Lula em sua administração. Ele disse que reduzir impostos e burocracia deve estimular a iniciativa empresarial. Seus partidários  acreditam que sua campanha, com início oficial em 6 de junho, vai lhe dar a exposição necessária para diminuir a margem de Lula.

Apesar de sua plataforma liberal, Alckmin  disse que não vai relançar a privatização de setores como o dos Correios, que alguns economistas previam, mas sim encorajar  a  maior participação do setor privado na economia.

Alckmin fez duras críticas ao governo e responsabilizou Lula pelo escândalo de corrupção no ano passado, em que o PT usou fundos de campanha ilegais para pagar propina a deputados.