Alckmin nega ser membro da Opus Dei e diz ser contra aborto

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Publicado sexta-feira, 20 de outubro de 2006 as 17:38, por: cdb

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, se irritou, nesta quinta-feira, com as perguntas dos ouvintes da rádio CBN sobre sua mulher, Lu Alckmin, que teria recebido 400 vestidos como presente de um estilista. Durante a entrevista, o ex-governador de São Paulo também negou que faça parte da organização católica <i>Opus Dei</i>.

– Todos os argumentos dos petistas vieram aqui para esse debate. O PT inteiro aqui -, provocou.

– Sou mais pobre que o Lula. Meu patrimônio é menor que o dele. Minha mulher nunca foi funcionária pública, nunca foi nomeada e sempre trabalhou como voluntária. Não foram 400 vestidos, é mais uma mentira da Mentirobras do PT. Alguns vestidos que recebeu, admitiu publicamente, doou para entidades depois de usar, qual o prejuízo para o governo? Zero. Muito diferente do PT, que foi roubo de dinheiro público -, acusou.

Alckmin prometeu fazer uma reforma tributária com a redução de impostos. Ele citou especificamente a CPMF, que incide em cascata e disse que “ela deveria ter uma alíquota muito menor, mais para controle e fiscalização do que arrecadação”. O candidato admitiu, entretanto, que o governo não pode abrir mão do montante da CPMF, de R$ 30 bilhões, em 24 horas.

– Vou reduzir imposto. Qual imposto? Vamos verificar na reforma tributária. O ideal será reduzir a CPMF, porque é um imposto em cascata, não é de valor agregado -, afirmou.

Sobre o ICMS, negou que São Paulo tenha entrado na guerra fiscal e prometeu que defenderá a Zona Franca de Manaus.

– São Paulo não tem como entrar na guerra fiscal. Tem muito boato de que vamos acabar com a Zona Franca de Manaus. Vou fortalecer o parque industrial de Manaus -, disse.

Alckmin ainda anunciou que, em janeiro, mandará duas reformas para o Congresso. A tributária fará a unificação do ICMS em lei federal e cinco alíquotas. A reforma política, por sua vez, regulamentará a fidelidade partidária e o voto distrital.

O candidato negou ter deixado um rombo no governo de São Paulo e citou a readequação da dívida do Estado. Ele citou que a relação da dívida de São Paulo com a receita corrente líquida está em 1,97.

– São Paulo está com todas as contas em dia e fechará o ano com déficit público zero -, disse.

Alckmin negou ser membro da <i>Opus Dei</i> e disse que respeita “quem participa” já que respeita as pessoas que tem religião, “independentemente da religião que é”. O candidato disse ser contra a legalização do aborto.

– Sou contra. Defendo o planejamento familiar. Devemos evitar a gravidez indesejada, fazer a educação sexual e disponibilizar métodos contraceptivos -, opinou.

Alckmin prometeu garantir medicamentos gratuitos para a população, investir em fábricas de medicamentos genéricos e em mutirões de saúde.