Agentes federais prometem agitação após a Semana Santa

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Publicado quarta-feira, 7 de abril de 2004 as 10:34, por: cdb

Com a operação padrão suspensa nos aeroportos do país durante a Semana Santa, os policiais federais completam  30 dias nesta quarta-feira de braços cruzados e sem uma perspectiva concreta por parte do governo para o fim da paralisação. Esta é a visão do presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Francisco Garisto, que garantiu para a próxima semana uma série de manifestações.

Para definir a “nova estratégia da greve” – a primeira mudança foi não mais prejudicar a população com longas filas nos aeroportos – estarão em Brasília todos os 27 presidentes de sindicatos da Polícia Federal. A promessa dos líderes da greve é de que a pressão vai aumentar e a paralisação só vai acabar depois que o governo cumprir a lei. Também está prevista a vinda de cerca de 2 mil policiais federais para Brasília.

Os grevistas reivindicam o cumprimento da Lei 9.266, de 1996, que prevê a exigência de nível superior para agentes, escrivães e papiloscopistas, que hoje estão enquadrados como nível médio.

O comando de greve já recusou duas propostas do governo para por fim ao movimento grevista. A primeira, um aumento de 10% e, a segunda, uma proposta de reajuste salarial, desta vez de 17%, foram recusadas pela categoria. “Nós não queremos aumento salarial, mas sim o cumprimento da lei”, afirmou Garisto.

O presidente da Fenapef também tem agendada para a semana que vem a elaboração da campanha publicitária para a greve. A campanha deverá ser realizada em torno dos reais motivos do movimento e da posição do governo em não atender às reivindicações da categoria. Segundo Garisto, estão sendo arrecadados entre R$ 100 e R$ 200 dos cerca de 13 mil policiais federais para custear as despesas publicitárias.