Afeganistão e Iraque são alvos mais prováveis dos norte-americanos

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Publicado quinta-feira, 13 de setembro de 2001 as 21:46, por: cdb

Collin Powell confirmou, no início da noite desta quinta-feira, que os Estados Unidos consideram o milionário saudita Osama Bin Laden o principal responsável pelos atos terroristas que destruíram o World Trade Center e parte do Pentágono. O fato que atrai a fúria norte-americana contra tradicionais inimigos no Oriente Médio e no Sudeste da Ásia, que por mais de uma vez concederam abrigo ao milionário bin Laden. Assessores da Casa Branca também reforçam as suspeitas de inúmeros analistas internacionais, a de que um ou vários estados nacionais apoiaram os atos terroristas desfechados na última terça-feira. Os preparativos de guerra correm contra o tempo, enquanto cresce o sentimento de revolta na população.

Aumentou em mais de 400 por cento, segundo cálculos extra-oficiais, o número de armas e bandeiras dos EUA nestes últimos dias. Em Chicago chegou haver filas nas lojas de armamentos e munições na tarde desta quinta-feira. As imagens dos atentados continuam tomando conta do noticiário na tevê, junto com os esforços para o resgate, cada vez mais difícil, das vítimas sob os mais de 50 metros de escombros, tudo o que restou das Torres Gêmeas.

Desespero e comoção nacional

No monte retorcido de cimento e aço que restou do World Trade Center, cujas torres de 110 andares vieram abaixo após serem atingidas por dois aviões sequestrados, equipes de resgate vasculhavam os destroços em busca de sobreviventes e recolhiam corpos.

Outro edifício da região, o Liberty Plaza, com 50 andares, ameaçava desabar, o que poderia dificultar o trabalho de resgate.

Sequestradores armados com facas tomaram quatro aviões comerciais na terça-feira. Dois deles chocaram-se contra as torres gêmeas e um terceiro destruiu parcialmente o Pentágono, na área de Washington. O quarto caiu numa área rural da Pensilvânia, depois que passageiros decidiram resistir aos sequestradores. A caixa-preta deste vôo já foi localizada.

No Pentágono, 126 pessoas ainda estavam desaparecidas e o número de mortos podia chegar a 190, incluindo as 64 que estavam a bordo do avião da American Airlines que caiu no quartel-general.

O Departamento de Justiça disse que iria divulgar as fotos e identidades dos 18 sequestradores na quinta-feira.

No começo do dia, o prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, afirmou que 4.763 pessoas eram dadas como desaparecidas nas torres gêmeas.

O número oficial de mortos subiu para 94 e o de feridos chegava a 3.800. Entre os desaparecidos, há 300 bombeiros e 60 policiais. A cidade pediu 6.000 sacos extras para colocar corpos. O consulado brasileiro em Nova York disse que há 28 brasileiros desaparecidos na cidade.

A situação era “terrível e repulsiva”, nas palavras de Giuliani. “Lamento ter de descrever dessa maneira, mas infelizmente é essa a situação que enfrentamos”, disse o prefeito.