Advogado é apontado como o maior receptor de cobre no Brasil

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Publicado segunda-feira, 12 de março de 2007 as 20:04, por: cdb

A Operação Vil Metal, realizada nesta segunda-feira por policiais da Delegacia de Repressão ao Roubo de Carga (DRCar) do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) concluiu o levantamento sobre a estrutura criminosa relacionada à legalização de cargas roubadas de combustíveis e tecidos. Segundo a DRCar, o advogado e empresário Manoel do Canto Neto é o principal receptador de cobre do Brasil.

Canto Neto foi preso na sexta-feira por receptação e formação de quadrilha. Mas conseguiu liberdade provisória no domingo. Seu sócio, Izoli Alves de Oliveira, detido no mesmo dia, continua preso. Outras quatro pessoas envolvidas no esquema acabaram detidas durante a Operação Vil Metal.

Um total de 51 policiais cumpriram 28 mandados de busca e apreensão. Foram recolhidos documentos, principalmente notas fiscais falsas. O balanço completo da operação deverá ser concluído nesta terça-feira.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os policiais da DRCar detectaram que três núcleos têm em comum a produção de notas fiscais falsas. O núcleo batizado de Interestadual é controlado por Dagoberto Silva e Antônio Luiz Santos Pinto. Eles utilizam quatro empresas de fachada para comercializar cobre e as ramificações atingem os estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Sergipe, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

Canto Neto e Oliveira são os responsáveis pelo núcleo Generalizado. Compram e comercializam cobre ilícito e “esquentam” o produto utilizando notas fiscais falsas. Segundo o sindicato das empresas produtoras de cobre de São Paulo, o prejuízo com o roubo do metal atingiu R$ 14 milhões em 2006.

O terceiro núcleo é o Caipira. Nesse grupo estão os acusados de manter a estrutura fiscal e também receptar mercadorias como combustíveis e tecidos. Essa célula está instalada na cidade de Paulínia (a 126 km de São Paulo), onde ocorreram quatro prisões. Os presos são Geraldo Naves de Azevedo, o Marião, responsável por repassar cargas roubadas, intermediar vendas e providenciar as notas fiscais, Alexandre da Silva, André Luiz Buglini, e Jovailton dos Santos, todos envolvidos na venda de notas fiscais.