Acusado de envolvimento na Operação Vampiro é transferido de presídio

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Publicado terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 as 16:49, por: cdb

O empresário Marcelo Pupkin Pitta, acusado de fraudes contra o Ministério da Saúde, foi transferido nesta terça-feira da carceragem da Polícia Federal para um presídio estadual, na cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo. Pitta havia sido preso em flagrante, no último dia 9, pela prática de crime de lavagem de dinheiro em ações ligadas à Operação Vampiro.

Em nota, a Polícia Federal informou que Marcelo Pitta intermediou a participação de laboratórios estrangeiros em licitações públicas, “corrompendo servidores do Ministério da Saúde para vencer concorrências” na compra de medicamentos e hemoderivados. Além disso, os investigadores apuraram que Pitta enviava o produto dos crimes para empresas criadas nos Estados Unidos, no Panamá e na Suíça.

Ao cumprir dois mandados de busca e apreensão, na última sexta-feira, os policiais apreenderam documentos que indicam a aplicação dos valores obtidos com as fraudes em contas bancárias em nome da empresa de fachada Rio Doce Empreendimentos e Participações, em uma agência do Banco UBS SA, no bairro do Itaim Bibi, na capital paulista. A empresa fantasma, aberta em nome da mãe e do irmão de Pitta, visava à internação de parte dos valores recolhidos por meio ilícito e que estavam no exterior.

Por ordem da Vara Especializada em Crimes Financeiros e Lavagem de Capitais, da Justiça Federal de São Paulo, foram bloqueados cerca de R$ 8,6 milhões que estavam aplicados na conta investimento em nome dessa empresa.

Segundo a nota da Polícia Federal, Marcelo Pitta foi denunciado duas vezes à Justiça, em 2004. Em uma denúncia, feita no Distrito Federal, o preso foi apontado como integrante da Operação Vampiro. Tanto neste caso quanto na denúncia feita à 5a Vara Criminal Federal de São Paulo, Pitta é acusado de prática de fraude em licitações do Ministério da Saúde para a compra de medicamentos e hemoderivados.

A Operação Vampiro foi deflagrada em 19 de maio de 2004 e levou ao indiciamento de pelo menos 42 pessoas entre empresários, lobistas e servidores públicos. Foram abertos 15 inquéritos, e o caso tramita na Justiça. De acordo com a Polícia Federal, as fraudes causaram prejuízo financeiro estimado em R$ 120 milhões ao Ministério da Saúde.