Acir Gurgacz pede que governo intervenha em conflito nas obras da usina de Jirau 

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Publicado segunda-feira, 21 de março de 2011 as 14:06, por: cdb

O senador Acir Gurgacz (PDT – RO) afirmou, em discurso nesta segunda-feira (21), que o tratamento em pé de igualdade que o Brasil busca receber dos Estados Unidos, como se aventou durante a visita do presidente norte-americano Barack Obama, só ocorrerá quando o país conseguir controlar e arbitrar conflitos como o da Usina de Jirau, em Rondônia, que ameaça a segurança energética do país.

Na última semana, trabalhadores incendiaram veículos, equipamentos e alojamentos e, por isso, tanto a obra da usina hidrelétrica de Jirau quanto a de Santo Antônio, esta de forma preventiva, estão paradas por tempo indeterminado. Ambas estão situadas no Rio Madeira.

A Superintendência Regional do Trabalho em Rondônia fez diligências no canteiro de obras nos momentos de crise e destruição, e já realizou duas reuniões de entendimento entre trabalhadores e as empresas do consórcio construtor da usina de Jirau. Mas não havia nenhuma pauta de reivindicação trabalhista e a Polícia Federal e a Polícia Civil de Rondônia estão investigando as reais causas da revolta e da destruição dos alojamentos e veículos.

– É imprescindível que se levante os reais motivos que levaram ao motim e a paralisação das obras em Jirau, que os responsáveis sejam penalizados, e que o governo tome uma atitude mais enérgica diante de toda a situação, exigindo mais segurança, respeito aos direitos trabalhistas e o cumprimento dos prazos. É somente dessa forma que o Brasil vai conquistar o respeito internacional e ser tratado de igual para igual pelos Estados Unidos da América e pelas maiores economias do Planeta – declarou o parlamentar.

Na opinião de Acir Gurgacz, uma obra desta dimensão, a maior em andamento no país e integrante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que envolve bilhões de reais em dinheiro público, não poderia estar sujeita a situações como essa. Para ele, o governo brasileiro, que é o grande financiador desta obra, precisa tomar o controle da situação e arbitrar o conflito.

Da Redação / Agência Senado