Acesso à tecnologia aumenta no país

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 14 de novembro de 2006 as 12:45, por: cdb

Cerca de 20% da população brasileira tem computador em casa e 13% têm acesso à internet de casa, segundo dados da 2ª Pesquisa sobre uso da Tecnologia da Informação e da Comunicação no Brasil (TIC 2006). O levantamento foi feito pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR , uma entidade sem fins lucrativos criada para implementar as decisões do Comitê Gestor da Internet. 

Segundo a diretora de Comunicação e responsável pela pesquisa, Mariana Balbone, de 2005 até agora houve um aumento considerável no número de domicílios que têm computadores, de 16,6 para 19,6.

– O aumento na posse de computadores se deu mais entre as pessoas da classe B e C. Acredito que isso aconteceu porque o governo criou vários programas de crédito para a compra do equipamento, como o Computador para Todos, e eles atendem a essa parcela da população – afirmou.

Apresar do aumento de computadores, o número de domicílios com internet não apresentou grande crescimento de 2005 para 2006. No ano passado, esse número era de 13% e este ano subiu para 14,5%. Balbone disse que uma das explicações para o baixo crescimento é que os programas do governo são apenas para a compra do equipamento e não para o acesso à internet.

– Além do equipamento, é preciso pagar um provedor de internet e isso representa um custo alto para grande parte da população. Há municípios que não têm um provedor local e, com isso, o custo da internet fica muito alto – acrescentou.

A pesquisa mostra também que 54,4% da população nunca usaram um computador e que 67% nunca navegaram na internet. “Podemos perceber que a desigualdade no Brasil se reflete no acesso ao computador. Fatores socioeconômicos influenciam no acesso à internet e ao computador. Quanto mais renda tiver um domicílio e quanto maior for a escolaridade das pessoas desse domicílio, maior será o acesso ao computador, à internet”, disse.

A pesquisa foi realizada no meses de julho e agosto de 2006. Foram feitas mais de 10 mil entrevistas em zonas urbanas de todo o país.