Acaba a greve nos correios da Inglaterra

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Publicado quarta-feira, 5 de novembro de 2003 as 11:17, por: cdb

Nesta terça-feira acabou a greve nos correios aqui na Inglaterra. O que eles pediam era um reajuste salarial na média dos 4,5% e mais alguns outros benefícios que tinham mais a ver com a profissão em si do que com melhores condições no trabalho.


A greve durou uma semana e deixou os britânicos apavorados com a possibilidade de atrasos nas suas correspondências e entregas. Aqui, apesar da tal “pontualidade britânica” não ser exatamente como imaginamos no Brasil, atrasos de mais de dois dias nesse tipo de atividade pode gerar processos de mais de cem mil libras.


Para quem vive no Brasil é até difícil imaginar um setor inteiro, de máxima importância nas atividades comerciais nacionais parar por apenas 4,5%. Contudo, em um país de economia estável, em que quase tudo funciona bem numa economia lubrificada por crescimentos de 1,5% anuais, essa porcentagem já é suficiente para garantir um melhor funcionamento da categoria.


No Brasil precisamos trabalhar um ano para ter direito a um mês de férias (teoricamente é essa a lógica), aqui as pessoas costumam tirar duas semanas de “holiday” pago de quatro em quatro meses. Os grandes edifícios costumam ficar lotado até às 18hs, no máximo. Não é costumeiro que as pessoas trabalhem até nove da noite ou mais que sete horas por dia.


Os direitos são todos respeitados e cada um reconhece isso no trabalho de outrem. Exemplo disso foi o que aconteceu com a greve dos correios. Por mais que atrasos deixem os ingleses malucos, e a proximidade do Natal só piorou essa condição, o apoio da população era notório. Não se ouvia as pessoas na rua os nas matérias na televisão reclamando que suas encomendas estavam atrasadas.


Terminada a greve, os carteiros e outros trabalhadores do “Royal Post Office” conseguiram ter suas reivindicações aceitas sem muita discussão no Parlamento e a previsão é de que até esta quarta-feira 90% das correspondências já estejam em ordem.