Abrinq prevê volta ao mercado argentino em 2 anos

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Publicado quinta-feira, 27 de dezembro de 2001 as 19:14, por: cdb

A indústria nacional de brinquedos – que desde 1999 não exporta para Argentina – aposta que poderá recuperar em dois anos a fatia de 10% que detinha no mercado argentino, cujo volume total é estimado em US$ 200 milhões anuais. “Se a economia deles voltar a crescer nesse tempo, podemos exportar para lá novamente”, afirmou o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista da Costa.

A indústria de brinquedos deixou de vender para a Argentina há cerca de dois anos, devido às dificuldades em receber os pagamentos. Fontes do setor estimam que os fabricantes nacionais têm ainda US$ 8 milhões a receber dos argentinos.

Costa não acredita que o país vizinho terá problemas com o fluxo de capitais estrangeiros. “Não acho que o fluxo de capitais vai diminuir a ponto de tornar a Argentina inviável. Vai haver uma redução nos primeiros 60 dias, depois o fluxo volta ao normal. As empresas que estão lá, que são na maioria multinacionais, não podem morrer”, disse. Para ele, quando as “novas regras políticas e econômicas” estiverem na mesa, os investidores internacionais voltarão a investir no país. “Não há pânico, há espera.”