AAA 1 de Setembro de 2011 – 9h12 Governo boliviano propõe diálogo com manifestantes indígenas

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Publicado quinta-feira, 1 de setembro de 2011 as 09:09, por: cdb

O governo boliviano convocou nesta quarta-feira (31) um diálogo com representantes de uma marcha indígena em protesto pela construção de uma via interdepartamental.
De acordo com o ministro de Comunicação, Iván Canelas, espera-se que os líderes da Confederação de Povos Indígenas do Oriente Boliviano (Cidob), entre outros agrupamentos, se dirijam à localidade de San Ignacio de Moxos para instalar essas conversas.

Esta é a sexta ocasião em que o Executivo convoca negociações para resolver o impasse sobre a estrada que unirá a Cochabamba e Beni, mas que atravessa o Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis).

Em nome de Palácio Queimado, disse o ministro, participarão ministros com plenos poderes de decisão para resolver suas demandas.

Canelas precisou que o governo remeteu uma carta ao Comitê de Marcha com os detalhes da realização desse diálogo.

A integrarão a comissão ministerial os titulares da Presidência, Carlos Romero; de Governo, Sacha Llorenti; e a de Autonomias, Claudia Peña. De acordo com o avanço das negociações, o diálogo poderá integrar outros ministros.

Canelas também solicitou que os marchistas enviem uma comissão porque de outra maneira, com os 600 ou 700 mobilizados, não será possível dialogar, disse.

Antes, o Executivo reafirmou a disposição do presidente Evo Morales a receber em La Paz aos marchistas.

Também considerou inegociáveis algumas exigências como paralisar os trabalhos de exploração e exploração de hidrocarbonetos, catalogadas como eixo chave do desenvolvimento econômico nacional.

A caminhada partiu do passado 15 de agosto da cidade amazônica de Trinidad com destino a La Paz, com o argumento de rechaçar danos à biodiversidade do Tipnis.

O próprio Morales denunciou que a oposição à estrada é um pretexto que esconde interesses estrangeiros, o qual se confirmou ao se identificar vários telefonemas entre representantes da embaixada dos Estados Unidos em La Paz e líderes da mobilização.

Fonte: Prensa Latina