A mulher e a política: um acordo com a paz

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Publicado sexta-feira, 23 de março de 2012 as 16:52, por: cdb

Militante da luta pela educação, presidente do Comitê Municipal do PCdoB em Ipanguaçu-RN e candidata a vereadora nas últimas eleições municipais, a professora Francisca Neide Medeiros da Costa Santos tem muito o que falar sobre a participação da mulher na política, o que ela faz com maestria neste artigo que o Caderno Potiguar do Portal Vermelho publica, dando continuidade à série da 2ª Conferência do PCdoB sobre a Questão da Mulher.
A mulher e a política: um acordo com a paz
 Por Francisca Neide Medeiros da Costa Santos

Vivemos um tempo, em razão das conquistas das mulheres, que é visível sua força, sua capacidade e sua determinação na construção de uma sociedade de paz, pela política, com vigor e com suavidade. A mulher, esse ser singular, que é útero na gestação de um mundo novo e mais humano, chegou ao universo da política e demonstra ser dotada de imensa capacidade de realização, de liderança, de conciliação e de ousadia; fortes e sensíveis, as mulheres estão conseguindo parir um mundo com características femininas, que, por natureza, transpira os elementos do cuidado com a pessoa humana, com seu bem-estar, com a garantia e o avanço de seus humanos direitos e, portanto, com a construção de uma cultura de paz.

A partir de agora, com a presença e o êxito da mulher no universo da política, cresce a confiança coletiva na esperança de que é possível reescrever a história da sociedade pela política, pela boa e ética política. Com olhar feminino, voltemos nossa atenção nesse momento para a vida político-eleitoral dos territórios municipais, pois é lá que a vida desabrocha e acontece nos termos da materialidade humana. Vamos pensar o local, focar nossa atenção no território municipal, no chão político que pisamos cotidianamente, lá onde temos nosso domicílio eleitoral.

As eleições municipais não podem ser encaradas como uma data comum; seu resultado impacta na vida de cada cidadão daquele solo municipal, causando avanço ou retrocesso no coletivo de uma cidade. Seu significado e valor guardam sementes de esperança que estão logo ali, ao alcance de nossa mão, na data prevista para votação; em nossa mente, em nossos corações pulsantes, nas mãos de cada um de nós, que pelo poder do voto, pode dar um rumo diferente e mais promissor para a vida municipal.

As eleições de 2012 renovam a oportunidade preciosa de escolher o destino de nossa pátria municipal; e se fizermos nossos ouvidos atentos, ouviremos o grito da sociedade chamando as mulheres para fazerem a luta política nos territórios municipais. A força da mulher, a sua natural sensibilidade aos problemas sociais e sua capacidade de planejamento, organização e cuidado com os outros, podem alavancar a história de uma cidade, acelerar o passo do seu desenvolvimento naquilo que realmente importa à pessoa humana: sua dignidade e cidadania, que passa pela implantação de políticas públicas voltadas para os menos favorecidos, com vistas a diminuir as desigualdades sociais que gritam ainda, em todos os recantos de nossas cidades.

Defendemos a causa da pessoa humana, mas destacamos a capacidade feminina e o papel da mulher para fazer das cidades um lugar melhor para se viver e para criar os nossos filhos e filhas. Esse é um chamado feminino para que cada cidadão eleitor passe a pensar imediatamente sobre os problemas atuais de seu município, entendendo que é pela política que se pode reescrever a história de nossa pátria local; e a reconhecer na mulher, a luz e a cor diferente que o nosso futuro precisa, pois é para lá que todos nós estamos indo.