A boa safra da Record

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Publicado segunda-feira, 31 de janeiro de 2005 as 10:47, por: cdb

No mercado editorial é comum ouvir dos especialistas que a Record tem uma das melhores gráficas para impressão de livros da América do Sul, cuja produção não pode parar sob o risco de prejuízos. Mas a editora, que tem a maior penetração nas livrarias pelo país, coleciona bons e seguidos motivos para deixar as máquinas ligadas. Além de ter adicionado ao seu catálogo nomes de peso de outras cinco casas, adquiridas nos últimos anos, a editora tem investido bem em obras estrangeiras que encontram receptividade no Brasil.

Os calhamaços assustam, mas nada impede que ávidos leitores levem para a casa ótimos livros. Citando três deles: Cidade dos Sonhos (672pág, R$ 66,90), que narra a história de Nova York sob a visão de imigrantes que chegam aos Estados Unidos e desnudam até práticas medicinais da época, envolvendo personagens e cenários curiosos. Estes, embriões do que muito se vê hoje na metrópole.

Gospel, o Evangelho perdido (728 pág., R$ 74,90), entra na lista do filão encontrado pelas editores depois do recém-lançado O Código Da Vinci, da Sextante. Uma polêmica que suscita o desejo da leitura. O livro de Wilton Barnhardt narra uma aventura, baseada em fatos históricos religiosos e documentos que, querendo ou não, despertam dúvidas sobre os parâmetros do cristianismo.

E, fora desse foco, mas tão ilustre quanto o seu próprio autor – é uma obra daquelas que viram sobrenome do escritor – Ulisses (960 pág., R$ 77,90), de James Joyce, tem uma reedição à altura do livro. Bela capa, bom acabamento, é uma daquelas obras que dá vontade de ter na estante mais de um exemplar só para não perder o costume de olhar para a prateleira e ter um motivo para reler trechos memoráveis da boa literatura.