39 supostos terroristas são presos no Marrocos

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Publicado sábado, 25 de outubro de 2003 as 15:46, por: cdb

Trinta e nove supostos membros da organização Salafia Jihadia (Autenticidade e Guerra Santa), que esteve por trás dos atentados de 16 de maio em Casablanca, foram preso nesta cidade, informaram fontes judiciais marroquinas. As detenções, que ocorreram entre quinta e sexta-feira, foram efetuadas em oito bairros marginais da capital econômica do Marrocos, entre eles o subúrbio de Sidi Mumen.

Este bairro de favelas é conhecido por ser o lugar de origem de 14 suicidas que no dia 16 de maio mataram 45 pessoas nos cinco atentados contra a Casa de Espanha, um restaurante italiano, um hotel, a associação israelense da cidade e um antigo cemitério judeu. Além disso, durante a operação, a polícia marroquina apreendeu substâncias explosivas e um número não especificado de armas brancas. Um dos supostos terroristas detidos, Mustafá Lahlu, opôs uma violenta resistência aos agentes da polícia marroquina que tentavam detê-lo, chegando a ferir um com um facão.

As forças de segurança marroquinas buscavam há muito tempo a maioria destes supostos terroristas, já que seus nomes tinham sido citados durante os interrogatórios de alguns dos processados nos atentados de Casablanca. Os detidos, que estavam sendo interrogados hoje, serão colocados à disposição do Tribunal de Apelação de Casablanca no início da próxima semana, logo que os interrogatórios forem concluídos.

No dia 9 de setembro, o ministro marroquino de Justiça, Mohamed Buzubaa, declarou que 906 fundamentalistas tinham sido detidos por sua relação com os atentados terroristas de Casablanca. Deles, 14 foram condenados à morte, incluindo dois dos potenciais suicidas que participaram diretamente dos atentados de 16 de maio sem conseguir seu objetivo e outros terroristas na reserva preparados para executar ações similares.